Capítulo 185 - Você sente um indício de culpa no seu coração?
A Martina se arrependeu de ter falado com uma idiota.
Com essas palavras, parecendo ter sido provocado ao extremo, o Benjamin largou a mão da educação. Dessa vez, ele não deixou espaço pra conversa. "Amy, te dou dois minutos pra escolher. Se depois de dois minutos você ainda não decidir, eu decido por você."
Ao ouvir isso, a Amy tremeu de novo, botando todas as esperanças no irmão mais velho. Infelizmente, não adiantou muito.
Todo mundo entendeu uma parada: irritar o Benjamin, com certeza ia dar merda. Na real, só ia acelerar a própria desgraça da Amy. Agora, ela não tinha opção melhor do que tomar uma decisão rápida.
Engolindo as lágrimas, a Amy olhou pro Adam, depois pro Benjamin, com aquela cara de coitada. "Então... você realmente quer me exterminar?"
Vendo a frieza do Benjamin, ela sacou que a tentativa dela de virar o jogo tinha dado errado. Mas mesmo assim, resolveu tentar outra parada arriscada, torcendo pra que a escolha dela despertasse pelo menos um pinguinho de culpa no coração do Benjamin. Mesmo que fosse um pinguinho, ela ia considerar vitória.
"Bom, se é assim, não tenho mais nada a dizer. Benjamin, por favor, me leva pra delegacia. Eu assumo qualquer responsabilidade", a Amy suspirou, cheia de sofrimento.
Nessa hora, a Amy deixou de propósito uma saída, mostrando uma malandragem que era difícil de entender. Se você não visse com seus próprios olhos, quem ia acreditar que essas eram palavras de uma garota?
"Mas espero que você lembre, Benjamin, que o motivo de eu ter feito tudo isso foi pra te fazer feliz. Eu juro que não fiz nada pra machucar ninguém", continuou a Amy.
A Elena ficou enjoada com essa fala da Amy; ela já tinha visto esse tipo de falsidade várias vezes. Só que ela não esperava ver de novo agora.
"Martina, você viu? É por isso que a gente não enxergava a verdadeira face da Amy antes. É porque essa mulher é muito boa em fingir ser boazinha."
"Ela fez merda, tava com medo de se fuder se o Benjamin reagisse, então escolheu ir pra delegacia. E agora tá querendo virar o jogo."
"Isso não quer dizer que ela difamou alguém de propósito? Como pode existir uma pessoa dessas no mundo?"
A Martina não tinha o que dizer sobre isso. Na real, ela tava focada mesmo na escolha do Benjamin. Falando sério, ela não conseguia imaginar que o Benjamin fosse tão longe por ela.
Mesmo se o Benjamin não pudesse defender ela, a Martina ia entender. Afinal, não era a primeira vez.
Umas coisas ela podia resolver sozinha, mas agora o Benjamin tava, sem hesitar, do lado dela, apoiando ela. Isso superava demais a imaginação dela.
A Martina olhou pro Benjamin, depois pra direção da Amy, sem conseguir se controlar. Ela mudou o que ia dizer, "Benjamin, você não precisa fazer isso por mim. Tem umas coisas que eu posso resolver sozinha. Você não precisa ofender a família Paloma toda por causa disso."
Mesmo que a família Paloma não fosse tão influente quanto a família Walker, se o Benjamin realmente ofendesse eles, não ia ser bom pra ele. Podia até afetar todo o esforço que o Benjamin tinha feito ao longo dos anos.
Paso a paso, a Martina viu o Benjamin se aproximar, sabendo direitinho o quão difícil era essa situação e quantos anos tinha levado pra construir a base que eles tinham agora. Se tudo isso desmoronasse, ela ia se sentir uma criminosa.
Se o Benjamin pudesse continuar tratando ela do mesmo jeito de antes, o coração da Martina ia ficar mais tranquilo. Afinal, não ia ter muita culpa, talvez só uma dorzinha que ia passar logo. Não era a primeira vez, de qualquer jeito, então ela tinha que se acostumar, né?
Mas agora, o Benjamin tava sempre do lado dela sem hesitar, dando apoio toda hora. Isso tava deixando ela desconfortável de verdade. Uma coisa era ainda estar do lado do Benjamin por enquanto, mesmo que fosse um tipo de relacionamento óbvio.
Mas se as coisas chegassem a um ponto que não pudessem continuar no futuro, as decisões que a Martina fez o Benjamin tomar iam se tornar um fardo imenso pra ela. Ia encher o coração dela de culpa demais.
O Benjamin pareceu ter sacado na hora o que a Martina tava pensando. Claro, ele não ia deixar ela fazer as coisas do jeito dela. Quem tinha tempo pra gracinha num momento desses?
"Qual foi? Você não confia em mim?" perguntou o Benjamin, suave. "Mesmo que toda a família Paloma seja contra mim, não importa. Eu não vou deixar ninguém te atormentar. Você é minha, e eu tô falando sério."
Boom!
Essa foi, provavelmente, a primeira vez que o Benjamin falou algo tão claro na frente da Martina.
Na hora, a Martina esqueceu como reagir. Que que ele quis dizer? Por que o Benjamin ia dizer isso? O que ele quis dizer dizendo que ela era dele? Ele não sacou que falar uma parada dessas podia ser mal interpretado fácil?
Por causa das palavras do Benjamin, a Martina ficou chocada por um momento, e ficou parada sem fazer nada por um tempão.
Nessa hora, o Benjamin agiu rápido. Ele já tinha mandado o Simon ligar pra polícia.
Logo, ouviram passos no corredor de novo, acompanhados dos sons dos procedimentos da polícia.
"Quem ligou pra polícia? Podem, por favor, explicar a situação pra gente pra gente poder prosseguir?", perguntou um policial.
O Simon foi pra frente, calado, dando uma resumida na situação. Os olhares dos policiais ficaram desconfortáveis quando olharam pra Amy. Provavelmente, eles não tinham imaginado que a pessoa denunciada ia ser uma garota da família Paloma!
Mas, depois de dar uma olhada rápida na direção do Benjamin, eles pareceram se acalmar.
Ofender o Benjamin nunca tinha dado bom. Não precisava se preocupar. Eles podiam só resolver a parada de forma profissional. Afinal, contanto que o Benjamin apoiasse eles, quem ia ousar ofendê-lo?
Ao mesmo tempo, eles também se sentiram incrivelmente sem palavras. Como uma garota podia levar as coisas tão longe? Fazer bullying com os outros dava uma sensação de realização? Se não, por que a Amy ia se comportar dessa forma? O que podia sair de bom disso?
O Adam até queria resistir, mas infelizmente, ele não teve chance. Nem o Leslie, nem o Simon iam dar uma chance pra ele.
Do jeito que eles falaram, a Amy precisava mesmo assumir a responsabilidade agora. Se não, uma garota que sempre foi mimada não ia entender de verdade a gravidade das ações dela, não importava onde ela estivesse. Ela não ia sentir remorso e ia continuar cometendo os mesmos erros.
Se a Amy tratasse os outros desse jeito, podia até ser tolerado até certo ponto. Mas, de jeito nenhum, ela devia ter tratado a Martina assim. Foi por isso também que a Amy acabou nessa situação.