Capítulo 35: Ele claramente sabia que era uma fantasia
Tipo assim, o Benjamin queria MUITO controlar a Martina, saca?
Desde que eles se conheceram e tals, sempre foi nessa pegada.
A Martina sempre foi na dele, obediente, tá ligada? Ela engolia tudo, pra não dar problema.
Tipo, na maior parte do tempo, ela engolia o orgulho, pra não deixar o Benjamin preocupado.
Mas as atitudes recentes da Martina fizeram o Benjamin se sentir tipo, um otário.
Todas aquelas juras de amor, as promessas... no fim, tudo serviu pra ela sumir, sussa.
Ela fez de propósito, certeza.
Além disso, o Benjamin não conseguia pensar em outra coisa.
Ele tava louco pra ela voltar, enquanto ela tava bolando um jeito de cair fora.
A diferença absurda dos pensamentos deles fez o coração do Benjamin parecer um dragão pegando fogo.
Ele tava numa pilha, e agora, depois de levar uns fora da Martina, tava pior ainda.
O Benjamin tava fervendo de raiva, sem ter pra quem descontar, e ninguém ia aguentar a fúria dele.
O Simon tava seguindo o Benjamin e sentiu na hora que o chefe tava MUITO mal.
Antes de sair, o chefe tava de boa, agora parecia que o mundo dele tava desabando.
E não só isso, a cara dele tava tipo, de quem quer matar, mó medo.
O Simon nem respirava, só seguia quietinho, sentindo que ia morrer ali.
Ele não ia ser burro de perguntar pro chefe o que tava rolando. Se ele tava certo, a Miss Martinez não tava no apê.
Pra onde será que a Miss Martinez foi? Ela foi embora de propósito ou foi sem querer?
Naquele momento, o Benjamin não aguentou mais e tacou um copo no chão, com tudo.
"Crack!"
"Vê os registros de entrada e saída da Martina na comunidade nesses últimos dias. Descobre onde ela esteve", mandou o Benjamin.
Ele tava tão tenso, tipo o capeta, mó galera com medo de chegar perto.
O Simon concordou com a cabeça e vazou rapidão.
Os outros da equipe ficaram tipo, "???", sem nem ousar falar com o chefe.
Enquanto isso, a Elizabeth, que não tava entendendo nada, chegou curiosa.
Ela tinha planejado jogar um carteado, mas, sei lá, o filho voltou, tipo, nunca tinha feito isso antes.
Ela ouviu o Benjamin falar o nome da Martina.
Será que ele liberou um tempão pra Martina hoje?
Que absurdo! O tempo do filho dela era MUITO valioso, valia uma grana preta por minuto! A Martina era só uma vagaba que tava desperdiçando o tempo dele!
A Elizabeth fingiu que não tinha ouvido nada e chegou perto, falando: "Filho, o que aconteceu de novo? Hoje você não ia estar ocupado com o trabalho?"
A parada tava feia pro Benjamin, e ele não conseguia fingir que tava animadão pra mãe.
Nesse momento, o Benjamin parecia não querer ouvir ninguém, nem mostrar a raiva pra mãe. Sem falar nada, ele subiu pro segundo andar.
A Elizabeth ficou sem graça, mas, né, era o filho dela, e ela dependia dele. Mesmo assim, o que ela podia fazer?
Ela botou a cara de curiosa pra equipe e perguntou, com a voz grossa: "O que aconteceu com meu filho hoje? Qual a razão dessa raiva toda? Quero uma explicação decente de vocês!"
Os da equipe balançaram a cabeça, um por um, e falaram: "A gente também não sabe. O chefe falou que hoje é dia de folga, sem trampo marcado."
Falando nisso, eles também ficaram confusos. Pelos horários e costumes dele, como o chefe não ia ter nada pra fazer o dia todo?
A Elizabeth achou estranho. Então, realmente era verdade. Parece que o filho tava fazendo isso pela Martina!
Ela tinha falado que a Martina era azarada, e agora parecia que era verdade!
Por causa da Martina, o filho dela tava irreconhecível e até queria faltar no trabalho. Não podia deixar isso acontecer!
Naquele momento, o Benjamin tava pouco se lixando pro que a mãe tava pensando. Ele foi direto pro quarto que ele e a Martina tinham uns momentos bem íntimos.
Tinha um monte de lembranças dos dois, mesmo que ele vivesse em hotéis por causa do trabalho.
Mas, sei lá, além dos hotéis, aquele era o único lugar que ele ficava.
Os pensamentos do Benjamin tavam meio confusos, e ele viu a Martina sentada na cama.
Ela sorriu pra ele e falou: "Benjamin, por que você demorou tanto pra voltar? Quero um abraço."
O Benjamin tava quase chegando perto, mas parece que alguma coisa bateu nele, e ele parou na hora.
Finalmente, a Martina apareceu na frente da penteadeira, olhando pro Benjamin com aquele sorriso dela.
"Benjamin, você achou que a maquiagem de hoje ficou boa? Hmm, você acha que a Elizabeth vai gostar?"
"Benjamin, você falou que ia me levar no parque de diversões, mas já faz 6 anos e você nunca arrumou um dia pra isso?"
O Benjamin mexeu os lábios, quase falando, mas ficou quieto, com medo de que a ilusão sumisse na hora.
Infelizmente, mesmo assim, a ilusão não durou muito.
Aos olhos do Benjamin, a imagem da Martina foi mudando aos poucos.
Ela não tava mais sorrindo pra ele, como antes, nem os olhos dela tavam só nele.
Em vez disso, tinha uma revolta misturada com uma vontade de se rebelar.
"Benjamin, eu já falei que quero terminar com você. Você não entende?"
"Se você não entender, vou falar de novo. Por favor, nunca mais apareça na minha frente!"
"Quem você pensa que é? Por que eu deveria aparecer só porque você quer? Mas você nunca esteve lá por mim quando eu precisei!"
"Benjamin, eu te odeio!"
Essas últimas palavras fizeram os olhos do Benjamin ficarem vermelhos na hora.
"Martina!" Quase rosnando o nome, ele foi correndo pro espelho.
Então, a imagem da Martina sumiu, junto com as vozes da ilusão.
O Benjamin sabia que era ilusão, mas não conseguia evitar de querer que ela durasse mais um pouco.
O olhar dele foi parar no canto do quarto, que tava com uma cortina, onde tinha uma caixa grande.
O que será que tinha lá dentro?