Capítulo 198: Vovô, eu falhei
De qualquer forma, essa é a minha real: Amy tem que pagar pelas merdas que fez. Eu não tô nem aí se você tá de mal comigo ou não; a situação não vai mudar. É melhor você desistir," continuou Martina, depois de uma pausa chocante. "Se você realmente quer usar dinheiro pra comprar as pessoas, podia tentar deixar a vida da sua irmã na cadeia um pouco mais fácil. Ouvi dizer que tem todo tipo de gente ruim lá dentro."
Depois de falar isso, Martina checou a hora; já fazia uns 10 minutos. Ela não tinha a menor intenção de ficar mais tempo e tava planejando ir embora.
Ela tinha pensado que Adam ia ter algo mais convincente, mas no fim, ele só tinha uma língua afiada e nenhuma habilidade de verdade.
Vendo a Martina quase indo, Adam entrou em pânico e não ligou pra mais nada. Ele agarrou o braço dela com uma força braba, como se quisesse esmagar. Afinal, tinha uma diferença de força gigante entre um homem e uma mulher.
A Martina se debateu pra se soltar, mas não conseguiu. Ela olhou pro Adam com raiva, dizendo: "Essa é a sua ideia de ser sincero? Vai apelar pra violência se eu não concordar?"
A cara do Adam mostrou um pouco de vergonha, e ele sabia que o que ele tava fazendo era errado. Era fácil irritar a Martina, mas ele achou que não tinha outra opção.
Ele não teve escolha a não ser apelar pra uma medida desesperada. Afinal, ele não podia simplesmente deixar a Martina ir embora, porque ia ser muito difícil vê-la de novo no futuro.
A situação com a irmã dele tava ficando cada vez mais perigosa a cada minuto que passava. Se ele não conseguisse convencer a Martina agora, ele tava em maus lençóis. Depois que a sentença da Amy fosse dada, não ia ter como mudar, não importa quanto dinheiro eles tivessem. Ele tinha insistido que tudo fosse feito pelas regras; senão, quem ia ficar do lado da família Paloma no futuro?
Adam respirou fundo e disse: "Eu deixei bem claro. Hoje, quer você concorde ou não, você tem que concordar."
A Martina aguentou a dor no pulso e continuou encarando o Adam. "Tá tentando me forçar a isso?"
Adam balançou a cabeça rápido. Parecia que ele não queria piorar a situação, porque ia ser impossível persuadir a Martina.
"Eu não quis dizer isso. Que tal assim? Eu te dou um cheque de 10 milhões de dólares como sinal da minha sinceridade," Adam sugeriu, parecendo ansioso. "Se você puder ajudar a Amy, eu tô disposto a te oferecer mais dinheiro, talvez até 20 milhões ou mais. Pensa nisso: com as suas habilidades agora, ia ser quase impossível você ganhar essa grana toda na sua vida. O que eu tô oferecendo já é mais do que generoso. Você tem todos os motivos pra aceitar."
As palavras do Adam faziam um pouco de sentido. Mas a Martina nunca tinha falado que precisava ganhar muito dinheiro na vida. Contanto que ela conseguisse o básico e vivesse a vida do jeito dela, tava bom pra ela. A quantidade de dinheiro que ela ganhava não era prioridade. Ela não tinha ambições financeiras muito altas. Com tanta gente no mundo, por que ela ia querer fazer uma fortuna? Contanto que ela tivesse o suficiente pra gastar, tava bom.
Infelizmente, o Adam não conseguia entender a cabeça da Martina, e ele não conseguia sacar qual ia ser a reação final dela.
Ele até tentou se colocar no lugar da Martina e pensou que, se essa situação tivesse acontecendo com ele, ele ia ficar super tentado e não ia recusar. Será que a Martina podia realmente rejeitar a oferta dele?
Bem na hora que o Adam achou que tinha conseguido, a Martina rasgou o cheque que ele tinha dado em pedacinhos sem pensar duas vezes.
"Eu te aconselho a não ficar com essas ideias fantasiosas, pra você não se estressar à toa," disse a Martina com firmeza. "Adam, se você não quer que eu fale mal de você de propósito na frente da polícia, é melhor me soltar agora."
Enquanto a Martina com certeza não ia realmente cumprir a ameaça dela, às vezes falar umas palavras podia fazer certas pessoas sentirem medo de verdade. Por exemplo, o Adam, depois de ouvir o que ela falou, tirou as mãos rápido como se tivesse levado um choque, sem ousar tocar nela de novo.
O Adam sabia que não tinha nada de bom pra quem ofendesse a Martina. Mesmo quando ele ficava bravo e falava umas coisas sem sentido de vez em quando, ele nunca ousou falar essas coisas na frente dela ou ofendê-la de verdade. Senão, as consequências iam ser sinistras, até piores do que a irmã dele ser jogada na cadeia.
Aproveitando o momento, a Martina jogou a bolsa no ombro, e sem olhar pra trás, ela foi embora. Enquanto ela ia, ela murmurou umas palavras, "Eu achei que você fosse bom, mas parece que suas habilidades são bem limitadas. Você deve estar fora de si."
O Adam ficou em silêncio e viu a Martina ir embora ligeira. Ele pensou em ir atrás dela. Mas ele percebeu que, mesmo se ele alcançasse, não ia adiantar nada. Essa mulher não podia ser convencida de jeito nenhum.
O Adam ficou pensativo. Se essa parada desse errado, as consequências iam ser, sem dúvida, muito graves. Enquanto ele pensava nisso, ele ficou super desconfortável. Mesmo assim, ele não teve escolha a não ser relatar a situação honestamente pro avô dele.
"Vovô, eu fiz o meu melhor. Mas a Martinez é muito esperta. É como se ela já soubesse o que eu queria. Agora ela tá super arrogante e não quer nem falar comigo. Ela rejeitou todas as condições e benefícios que eu ofereci," reclamou o Adam.
"É só uma tarefa pequena! Ela é só uma garota do interior, qual a dificuldade?" Gary segurou a raiva e xingou. "Seu idiota, eu não ligo pro método. Se a persuasão educada falhar, apela pra força se precisar. Mesmo se tiver que sequestrar ela, leva ela pra delegacia pra limpar o nome da sua irmã!"
Era claro que o Gary tava bravo de verdade, porque ele falou sem freio, fazendo o Adam se sentir mal por ele mesmo.
O Adam já tava numa situação difícil, preso entre a cruz e a espada. Ele preferia ter apanhado do Benjamin se isso significasse conseguir a soltura da irmã dele. Jogar esses joguinhos mentais com a Martina parecia ser muito mais complicado e menos garantido.