Capítulo 73: É importante ser feliz ou não
Depois de dar tchau pras três damas, a cara da Martina ficou fria, e sem falar nada, ela levantou e se preparou pra ir pra cima.
A Martina não ficou nada surpresa com as habilidades do Benjamin, porque nos olhos dela, não tinha mesmo nada que o Benjamin não conseguisse fazer.
Se o Benjamin queria fazer alguma coisa, ele ia conseguir, com certeza. Ganhar umas rodadas de Mahjong era moleza pra ele.
Mas a Martina tava meio bolada. Por que o Benjamin sempre tinha que se meter em tudo que ela queria fazer?
Até em coisas simples tipo jogar Mahjong, parecia que ela não podia decidir nada sozinha.
Quando o Benjamin viu a Martina se mexendo, ele também quis seguir ela, sem pensar.
Por alguma razão, ele tava mesmo querendo ficar grudado nela agora, mesmo que isso significasse estar junto o tempo todo.
Mas naquele momento, a Elizabeth fez outra jogada.
Ela, de repente, barrou o Benjamin, e a preocupação nos olhos dela não parecia ser falsa.
Talvez ela realmente se importasse com o filho, mas a preocupação dela com a Martina devia ser fake.
"Filho, o que você tá fazendo? Você ainda não terminou o seu trabalho. Não é errado voltar assim com tanta pressa?" A voz da Elizabeth tava meio aflita. "Se alguém com más intenções descobrir o porquê, podem inventar fofocas. Você não precisa se preocupar com os assuntos de casa."
"Quanto à Martina, você não precisa dar bola pra ela. Eu sei cuidar dela. Você não confia na sua própria mãe?", ela continuou.
Naquele momento, o Simon também chegou, carregando uma pilha de arquivos. Tinha uns assistentes atrás dele também, levando um monte de coisas. Parecia que o Benjamin ia trabalhar em casa.
Até um idiota conseguia entender tudo isso, imagina alguém esperto como a Elizabeth. Claro que ela viu tudo mais claro ainda.
Será que o filho dela tava sentindo algo por uma mulher como a Martina?
Com esse pensamento, a Elizabeth ficou bem confusa. Era muita coisa pra ela.
Nesse momento, o Benjamin não falou nada e foi atrás da Martina pra cima. Quanto ao Simon e os outros, eles levaram tudo pro escritório, sem falar nada.
Provavelmente ninguém se atrevia a falar nada contra a Martina agora, porque sabiam que ela era importante pro chefe.
Se eles irritassem a Martina, com certeza não iam ter vida boa. Em vez disso, no futuro, a melhor coisa que eles tinham que fazer era puxar o saco da Martina!
Se a Martina tivessse feliz, todo mundo ia ficar feliz. Se ela não tivessse, todo mundo podia ser "enterrado" junto.
Dentro do quarto, a Martina tava sentada na beira da cama, com uma cara fria, fervendo de raiva. Ah, mas não ia se chamar fervendo de raiva, ela tava só meio chateada por dentro.
Assim que o Benjamin abriu a porta, ele viu uma aura escura em volta da Martina, como se estivesse engolindo ela por inteiro. O coração dele ficou ainda mais apertado.
A Martina costumava ser uma menina tão animada e vibrante, e agora ela tava desse jeito. Será que tudo isso foi culpa dele mesmo?
O Benjamin queria mudar essa situação o máximo possível, mas por mais que ele pensasse, parecia que não tinha solução melhor.
Ele só podia esperar que o tempo apagasse tudo, se não, ele tinha medo de nunca conseguir se perdoar.
Passo a passo, o Benjamin chegou perto da Martina, claramente querendo tocar nela. Mas por certas razões, ele parou a um passo da Martina.
"Triste?" O Benjamin perguntou, entendendo tudo.
A Martina nem levantou a cabeça e ficou olhando pra janela. "Faz diferença se eu tô feliz ou não?"
Era só uma humilhação desnecessária, e a Martina não queria perder tempo com isso.
O Benjamin fez beicinho, estendendo os dedos finos pra tocar de leve na testa da Martina.
Parecia que ele queria alisar as rugas nas sobrancelhas dela, mas infelizmente, não fez muito efeito.
"Faz muita diferença", ele falou.
Aí, a Martina não conseguiu negar a suspeita dela. Será que ela tava ouvindo coisas?
O Benjamin pareceu notar alguma coisa e falou de novo, "Se você tá feliz ou não, faz muita diferença pra mim."
Talvez ele não tivesse entendido o próprio coração antes, nem conseguisse entender por que ele sempre era afetado por cada ação e movimento da Martina.
Agora ele entendeu que ele não queria que a Martina fosse embora, e com certeza ele não queria que ela sumisse da vista dele.
O Benjamin esperava que a Martina pudesse estar do lado dele, como antes, sem hesitar, não importa quando ou onde.
Ele esperava que ela pudesse dar um abraço forte nele, e até um beijo.
Mas o Benjamin também entendeu que com o estado de espírito atual da Martina, era impossível pra ela fazer essas coisas. Algumas coisas só podiam progredir aos poucos.
A Martina finalmente levantou a cabeça, e os olhos deles se encontraram, como se alguma coisa explosiva estivesse acontecendo entre eles. Ela falou, "Benjamin, se você realmente quer me fazer feliz, então me deixa ir. Eu não quero ficar aqui mais um dia."
O Benjamin continuou teimoso como sempre. Esse cara nunca ia ser duvidado. Já era muito raro pra ele dar chances pra Martina de novo e de novo.
"Exceto por isso, tudo mais é possível", o Benjamin falou baixinho. "Eu já te falei, não importa o que aconteça, nem pense em sair do meu lado. Não são só palavras vazias."
A Martina ficou sem fala.
As palavras chegaram nesse ponto, e qualquer esforço provavelmente seria em vão.
A faísca de esperança que tinha aparecido nos olhos da Martina caiu direto pro fundo.
"Então eu não tenho muito o que dizer", ela declarou, com as palavras cheias de desafio. "Eu nunca vou ser feliz ficando aqui."
Os olhos do Benjamin estavam cheios de tristeza.
O clima ficou silencioso de novo, e não dava pra saber quanto tempo tinha passado quando o Benjamin, de repente, pegou um celular, como se fosse mágica, e colocou perto da Martina. "Se você tá muito entediada, você pode usar o celular pra conversar com suas amigas."
"Esse é o seu celular, eu não mexi", ele adicionou.
O Benjamin parecia estar provando um ponto. Ele não sabia a senha da Martina, e mesmo que soubesse, ele não ia ficar bisbilhotando. Ele tinha medo que se fizesse isso, pudesse encontrar alguma coisa que ele não ia aceitar.
Por agora, já tava bom a Martina poder ficar do lado dele sem ir embora.
O Benjamin não queria esperar por mais nada. Mesmo que ele tivesse outros pensamentos, ele só podia esperar o futuro pra discutir.
Pelo menos, ele tinha que esperar até poder convencer a Martina de volta de coração.
O Benjamin não conseguia suportar a ideia da Martina ir embora sem falar nada.
Nesse tempo, ele correu pra caramba pra encontrar a Martina, e agora ele tinha recuperado ela.