Capítulo 177: Olho por Olho
Apesar de Elena ter sido desmascarada, ela continuou calma e disse, "E daí que vocês sabem? Acham mesmo que alguma coisa vai mudar?"
"Paloma, sério que não consigo entender. Que bronca você tem de mim pra tentar manchar nossa reputação de propósito?"
"Especialmente da última vez. Não dá pra ser tão ingênua a ponto de achar que conseguiu esconder o que fez, né?"
O coração da Amy disparou de pânico. Aquele era o seu pior medo virando realidade. Apesar de não querer admitir, ela não tinha escolha a não ser encarar os fatos. Achava que tinha escondido tudo direitinho, que não ia ser descoberta. Mas, olhando pras duas ali, tava na cara que sabiam de tudo. Como não ficar nervosa?
A Martina estreitou os olhos e completou, "Eu pensei que, mesmo se tivessem rolando uns conflitos entre a gente, não iam escalar tanto assim. Mas depois eu percebi como fui burra em pensar isso."
Cada palavra que a Martina falava era cheia de nojo e impaciência. Se não fosse por elas serem mulheres e ela ter seus limites, não dava pra garantir o que ela faria.
Às vezes, lidar com gente como a Amy exigia uns métodos pouco ortodoxos mesmo, o que era inevitável. Senão, as coisas não iam pra frente!
"Alguém como você sempre vai ser egoísta. Infelizmente, gente como você nunca vai ser querida por ninguém", continuou a Martina. "Se você gosta mesmo do Benjamin, o que isso tem a ver comigo? Por que tem que me envolver, afinal?"
Vendo que a coisa tinha chegado nesse ponto, a Amy sentiu que não tinha mais por que fingir. Era melhor aproveitar a chance pra se livrar da farsa. Afinal, ela já tinha feito isso antes!
"Martinez, como você pode me questionar? É só por causa da sua presença que o Benjamin se afastou de mim!" Em um momento de frustração, a Amy exclamou. "Ele até sente nojo de mim, e não hesita em se opor à nossa família Paloma. É tudo por sua causa!"
A Martina revirou os olhos, exasperada, chocada com o quão anormal podia ser alguém que parecia relativamente normal por fora, por dentro. Tanto em termos de pensamentos quanto de comportamento, tinham contradições significativas, o que dificultava a compreensão dela. Era difícil acreditar que uma pessoa normal pudesse se envolver em tais ações.
"Se você vai conquistar o Benjamin ou não, depende das suas próprias habilidades; não tem nada a ver comigo", a Martina respondeu seriamente. "Mas você fica me provocando toda hora, até recorrendo a táticas tão desprezíveis. Como acha que eu devo reagir?"
A Amy, de repente, sentiu que não tinha mais nada a dizer, como se tudo o que pudesse falar estivesse errado.
A Elena botou mais lenha na fogueira nesse momento, "Antes, eu achava que você era só uma patricinha de família rica, sem grandes defeitos. Mas, te vendo agora, percebi que não é bem assim."
"Ninguém vai te salvar dessa vez. Hoje vamos te fazer passar pelo que quase passamos antes, olho por olho. Talvez assim você entenda o que é empatia e pense duas vezes antes de fazer alguma besteira de novo. Paloma, você merece isso, e estamos te ajudando, na verdade."
Ao ouvir as palavras da Elena, a Amy ficou com muito medo mesmo. Ela sabia que não dava pra confiar nessas duas, e parece que a suspeita dela estava certa.
O corpo da Amy tremia violentamente, e ela parecia fraca e indefesa, jogada no chão como uma vítima miserável prestes a ser intimidada. Ironicamente, ela era a verdadeira valentona, mas sua aparência inocente dava uma falsa impressão na direção oposta. Na real, as atitudes dela só geravam mais nojo.
"O que você acha que vai conseguir? Deixa eu te falar, se você fizer alguma coisa comigo, vai se arrepender!", a Elena exclamou frustrada.
A Elena olhou ao redor, e respondeu, "Não tem ninguém por perto. Acha mesmo que suas palavras vão nos matar?"
A Elena tava visivelmente feliz no sorriso, mas dava calafrios. Especialmente agora, a Amy parecia que ia fazer xixi de tanto medo.
Mesmo achando que tinha escondido tudo direitinho, por que tinha sido descoberta tão rápido? O que tinha dado errado em tudo isso?
"O motivo de estarmos aqui é pra aproveitar essa oportunidade. Seja como for, vamos te fazer pagar o preço hoje", a Elena exclamou. "Mulheres como você, se não conseguem ter empatia, estão fadadas a repetir seus erros no futuro. É uma pena que não tenhamos paciência pra continuar lidando com você. Antes de você perceber seus erros, não me importo em recorrer a algumas táticas desagradáveis."
A Elena não tava nem aí agora, mas, pensando bem, tudo parecia fazer sentido. Essa podia ser a única forma de realmente botar medo na Amy. Senão, ela nunca ia entender o que fez de errado.
"No final das contas, é só olho por olho. Podemos fazer um escândalo envolvendo nossas famílias, se for preciso, e não tenho medo", continuou a Elena.
A verdade é que a Martina tinha tudo sob controle. Ela sabia que derrubar a Amy de verdade não ia ser tão fácil assim, então precisava ir aos poucos. Além disso, suprimir a Amy mentalmente agora devia ser mais emocionante do que suprimi-la fisicamente.
Na real, a Martina podia ter usado esses métodos desprezíveis pra acabar com a Amy de vez. Mas, como ela tinha seus próprios limites morais, não podia ir tão longe assim mesmo. Ia pesar na consciência dela.
Hoje, o objetivo da Martina era direto: ela queria destruir a Amy por dentro. Queria que a Amy sentisse um mal-estar fisiológico só de olhar pra ela. Desse jeito, ela ia ter alcançado metade do objetivo.
Com certeza, a Martina não era santa; o objetivo dela era destruir completamente a Amy usando as próprias estratégias dela. De vez em quando, derrubar alguém não dependia só dos métodos físicos; o lado psicológico tinha o mesmo poder. Isso era muito mais superior do que alcançar os objetivos através de táticas desagradáveis – é mais respeitável e convincente!