Capítulo 163: Enorme Contraste
Encarando Leslie, que não tava nem aí pra recuar, esses caras tavam doidos pra partir pra cima, tipo, ia começar a briga a qualquer segundo.
"Ah, então tão querendo apanhar? A gente resolve. E se o bagulho ficar feio, não venham chorar pra gente. Já tão avisados", zombou um deles.
Aí, num piscar de olhos, já começaram a briga feia. A coordenação deles era demais, dava pra ver que tavam acostumados a lutar juntos, mó entrosamento.
Mesmo com a habilidade do Leslie, não era moleza enfrentar um monte de gente dando soco e chute. Ele se machucou aqui e ali, e se continuasse assim, era só questão de tempo pra ele se ferrar.
A Martina tava entrando em pânico. Ela não ia se perdoar se acontecesse alguma coisa com o Leslie!
Enquanto ela via eles cercando o Leslie, e a briga ficando cada vez mais tensa, com vontade de machucar ele, a Martina não conseguia ficar parada.
Ela viu várias garrafas de bebida numa mesa ali perto, usadas ou não, tinha um monte. Se aquelas garrafas acertassem alguém, ia ajudar.
Na situação atual, circunstâncias especiais pediam medidas especiais, e a Martina não podia ficar de braços cruzados. Ela não podia só ficar olhando o Leslie se meter em encrenca na frente dela e não fazer nada. O Leslie entrou nessa por causa dela, e se ela ficasse de olhos fechados, talvez nunca mais se perdoasse.
A Martina, decidida, pegou duas garrafas vazias perto dela, ignorando os olhares curiosos dos outros, e tacou na cabeça de dois dos caras.
Cacos de vidro voando pra todo lado, e os olhos dela cheios de uma fúria que não dava pra descrever. Um dos caras tava com sangue escorrendo pela cabeça, mó cena de terror.
A Martina tinha fingido ser boazinha na frente do Benjamin antes, mas isso não queria dizer que ela era sempre assim.
"Saiam daqui! Seus idiotas! Eu sei quem mandou vocês aqui! Se não quiserem que a coisa exploda, caiam fora agora!!" avisou a Martina, gritando.
Aos ouvirem as palavras da Martina, os caras não conseguiram deixar de ficar chocados, tipo, tentando descobrir se o que ela falou era verdade ou mentira.
Nos olhos deles, parecia impossível. Eles não tinham revelado nada do começo ao fim e tinham se feito de bandidos de rua de propósito. Será que a Martina realmente sacou a parada? Achavam que não.
O cara machucado cobriu a cabeça rapidão, com os olhos cheios de ainda mais ódio. Se antes ele só queria matar, agora ele queria mesmo!
"Cê tá completamente maluca, moça. Quebrou nossa cabeça e agora quer que a gente vaze? Não vai rolar!"
"Martina, vou te falar! Hoje, a gente te leva, não importa o que aconteça. Se não pagar o preço, nunca vai aprender!"
"Irmãos, vamos resolver logo com esse cara enxerido, e depois a gente leva essas duas com a gente. Hoje, nada de inesperado pode acontecer. Se não, ninguém vai poder mais ficar por aqui!"
Com essas palavras, os outros ficaram ainda mais agitados. Ninguém queria ser chutado daquele jeito.
O Leslie viu que a coisa tava piorando e gritou rapidão na direção da Martina, "Miss Martinez, pega a Miss Rodríguez e vaza agora! Deixa o resto comigo, eu me viro!"
A Martina sentiu que tinha que ficar; a consciência e as circunstâncias do momento deixaram claro que ir embora ia botar o Leslie em perigo.
A Elena foi percebendo a gravidade da situação quando viu o sangue, finalmente entendendo o que tavam enfrentando. "Meu Deus, Martina, o que tá acontecendo? Não me assusta assim..."
A Elena nunca tinha visto uma cena dessas antes, com uma briga tão louca onde as pessoas pareciam dispostas a arriscar a vida. Era de verdade mesmo?
A Martina não podia explicar muita coisa; ela só pediu pra Elena ficar longe e cerrou os dentes enquanto pegava mais duas garrafas, dizendo, "Vou lutar com vocês!"
Vendo a determinação da Martina, a Elena, mesmo com dificuldade pra controlar o próprio corpo, pegou uma arma que tava por perto e declarou, "Se atrevem a maltratar a Martina? Vou lutar com vocês também!"
A forma como aquelas pessoas tinham chamado o nome da Martina antes, era evidente que eles tinham vindo de propósito atrás de confusão. Se não, como eles saberiam o nome da Martina?
Mesmo que o Leslie tivesse chamado a Martina de "Miss Martinez", ele não tinha falado o primeiro nome dela. A menos que essas pessoas tivessem informações precisas de antemão e tivessem vindo de propósito para causar problemas para a Martina, tudo ia fazer sentido.
Se não fosse pela situação urgente, a Martina ia querer confrontá-los imediatamente sobre isso.
Enquanto isso, no 2º andar do bar, tinha algo estranho em uma das salas privadas. A maioria das paredes era coberta por janelas de vidro do chão ao teto, dos dois lados. A vantagem dessas janelas era que as pessoas de dentro podiam ver claramente o que tava acontecendo lá fora, mas quem tava fora não conseguia ver o que tava acontecendo lá dentro. Parecia um arranjo pra procurar algum tipo de emoção.
Nesse momento, em uma dessas salas privadas, tinha uma figura familiar.
A pessoa era a Amy.
Ela tava usando um vestidinho branco delicado e macio. Apesar de parecer normal, era na verdade uma peça de grife de alta qualidade que custava uma grana.
Sendo a princesa amada da família Paloma, ela sempre foi tratada com o máximo de cuidado e generosidade.
A Amy tava acompanhada de várias outras mulheres, que pareciam ser socialites de famílias ricas. Todas elas tinham os olhos fixos na Amy e estavam torcendo por ela enquanto assistiam a cena lá fora.
"Mandou bem!"
"Acabou rapidão com aquela mulher de sobrenome Martinez. Ela nem sabia qual era o lugar dela e se atreveu a tentar entrar no nosso círculo. Quem ela pensa que é?"
"Miss Paloma, eu já tinha falado que essa mulher não era confiável. Desde o começo, você não devia ter dado nenhuma chance pra ela respirar. Se não, como ela ia chegar perto do Sr. Walker?"
"É verdade! Depois de tanto tempo aqui, mesmo que fosse rodízio, devia ser a vez da Miss Paloma, não daquela mulher!"
"Vamos esperar pra ver. Se a Martinez se ferrar dessa vez, eu acredito que o Sr. Walker, não importa o que aconteça, não vai ter interesse em uma mulher dessas."