Capítulo 99: De fato, Era o Poder do Dinheiro!
O estômago da Martina roncou alto de fome, tipo, até meio-dia. Mas, tipo, tava quase acabando o desenho nas mãos dela, e ela não queria desistir.
Ela decidiu continuar trabalhando e ia comer depois de terminar tudinho, pra poder descansar de verdade.
Sendo a dona do estúdio, ela não podia se dar ao luxo de trabalhar só de vez em quando. Se ela não desse o exemplo, como é que o estúdio ia ter um clima bom?
Quando a Martina tava quase mergulhando no desenho, toca uma notificação do Snapchat.
Ela ficou curiosa pra saber quem tava mandando mensagem a essa hora. Pegou o celular e viu que era uma mensagem do Benjamin.
Esse cara parecia ter olhos em todo lugar, ou melhor, já tinha um par de olhos na Martina.
"Tão tarde e você não comeu. Já esqueceu o que eu falei ontem à noite?" mandou o Benjamin.
Ele falou um monte ontem à noite, e a Martina não lembrava de tudo.
Ela se lembrou meio por cima do Benjamin falando pra ela cuidar da saúde e se priorizar.
No começo, ela não queria responder, mas pensou na Leslie esperando lá fora. Se ela não respondesse, a Leslie ia falar alguma coisa, então ela decidiu responder rapidinho pra evitar mais conversa.
Aí a Martina respondeu, meio a contragosto, "Não tô com fome, por enquanto."
Mas no segundo seguinte, o estômago dela roncou de novo.
A Leslie fez que tava trazendo um copo d'água e, tipo, ouviu o estômago da Martina roncar. A cena não podia ser mais constrangedora.
A Martina ficou meio sem graça e tentando achar o que dizer.
A Leslie colocou o copo d'água, de propósito, saiu da sala e fechou a porta.
Em menos de um minuto, outra mensagem do Benjamin: "Não tá com fome, mas o estômago ronca?"
A Martina ficou sem palavras. Ah, a verdade não tinha como esconder mais!
Antes que a Martina pudesse falar qualquer coisa, o Benjamin mandou outra mensagem: "O que você quer comer?"
A Martina queria acabar com esse assunto logo, então respondeu meio por cima: "Ah, tá, tô com fome, tá? Quero bife Wagyu, Foie Gras, Banquete Imperial Manchu-Han, Bisque de Lagosta, Massa com Trufa..."
A Martina percebeu que o Benjamin tava digitando, mas depois não respondeu.
Ela esperou um tempinho e confirmou que o Benjamin não ia mandar mais nada. Aí ela respirou aliviada.
Talvez o Benjamin tivesse ficado chocado com o apetite dela, e não tinha o que dizer.
A Martina decidiu terminar logo o que ela tava fazendo antes de comer.
Enquanto ela não tava por perto, a Elena tava ocupada. Se ela não conseguisse terminar hoje à tarde, ia ser obrigada a pedir demissão.
Ela nem imaginava que depois de trabalhar meio distraída por meia hora, a Leslie bateu na porta de novo, pronta pra entrar.
A Martina acabou de fazer os últimos detalhes, e quando ela olhou pra cima, ouviu a voz da Elena gritando: "Quem é? Por que transformaram a sala de recepção numa sala de jantar?"
"Eu não falei pra não pedir tanta comida? Isso é um desperdício!"
"E olha essa bagunça! Não tem o menor senso de decência. Quem for o responsável por isso vai se arrepender."
A boca da Martina fez uma careta, tipo, ia falar alguma coisa. Ela achou que alguém tinha pedido um monte de comida e tava prestes a pedir pra Elena pegar leve.
Mas no segundo seguinte, a Leslie falou: "Miss Martinez, a comida que você pediu já tá pronta. É do seu restaurante favorito. Pode vir comer, senão o chefe me mata!"
A Martina ficou em silêncio. Será que a razão pela qual o Benjamin não tinha respondido era porque ele tinha mandado pedir comida em segredo?
Ela não conseguiu evitar uma mistura de riso e exasperação. Ela não sabia o que dizer.
Pra evitar as broncas da Elena, a Martina não teve outra escolha a não ser levantar e sair.
E, claro, tava lá: na mesa que era pra receber as visitas, agora cheia de comida.
Chamar de banquete extravagante não era exagero. O Benjamin tava exagerando!
A Martina tinha falado por falar, mas quem diria que ele ia levar a sério? A mente da Martina só tava pensando: que absurdo! Não tinha espaço pra mais nada.
A Leslie riu, com uma vibe meio simples e honesta.
A Leslie pigarreou e falou: "Miss Martinez, tá satisfeita? Se não for o suficiente, posso pedir mais!"
O Benjamin tem grana, e tava usando o poder da grana.
A Martina tava preocupada que se ela não falasse nada, a Leslie ia correndo comprar mais pratos.
Já tinha muita comida, nem 10 pessoas iam conseguir comer tudo. Se comprassem mais, dava pra alimentar todo mundo do estúdio.
Ela parou a Leslie, falando: "Não precisa! Já tá bom! Eu não sou porca, viu!"
A Leslie coçou a cabeça e falou: "Eu achei que você ia querer provar um pouco de tudo. Isso é só 1% do que os restaurantes têm. Mas já que tá bom, vou esperar lá fora. Por favor, coma, senão o chefe não me perdoa."
Até a Elena finalmente entendeu que a melhor amiga dela era que tava curtindo essa mordomia, né?
Ela não sabia que cara fazer pra encarar a melhor amiga!
Com base na conversa, tava claro que o Benjamin tinha organizado tudo.
Mesmo que ele não tivesse feito pessoalmente, ele tinha mandado alguém fazer.
A boca da Elena fez uma careta enquanto ela dizia: "Martina, é assim que você demonstra carinho? Tá queimando dinheiro?"
A Martina também não sabia o que dizer e só conseguiu olhar pra Elena sem graça. "Por que não chamamos todo mundo pra comer um pouco mais? Eu não vou conseguir comer tudo sozinha."
A Elena ficou mais sem palavras ainda. Então, quando a Martina tava namorando, o Benjamin tinha que gastar dinheiro assim, hein? Mesmo querendo mimar a namorada, não precisava tanto. Mesmo sendo rico, não precisava gastar tanto dinheiro.
Mas já que compraram tudo, ia ser um desperdício não comer. A Elena só conseguiu reunir todo mundo do estúdio e acompanhar a Martina pra acabar com toda a comida.
O estômago da Elena explodiu de tanto comer, e ela não podia negar o sabor delicioso. Provavelmente era uma refeição cara. Até as "embalagens" pareciam mais luxuosas que as outras. Usar pratos bonitos como descartáveis mostrava uma mistura de riqueza e ostentação.
Os outros funcionários do estúdio agora olhavam pra Martina de um jeito completamente diferente, achando que as duas chefes eram incrivelmente ricas.
Não importa o quanto a Martina tentasse explicar, ela não conseguia desfazer esse mal-entendido bonito. Eles só podiam continuar com ele.