Capítulo 51: Desapareceu?
A Martina sacou rapidinho o que tava rolando, sem nem precisar pensar muito. Então, o Benjamin deve ter chegado, e tão rápido!
Sem pensar duas vezes, a Martina seguiu a Candy e correu pro lado da adega.
Tinha uma adega comunitária no lugar delas, onde guardavam coisas tipo batata. O espaço era grande pra caramba e, o mais importante, discreto.
A menos que alguém da vila soubesse, os outros nunca iam imaginar que tinha um esconderijo ali.
Seguindo as instruções da Candy, a Martina desceu na adega usando a escada de corda.
Tava tudo preto lá dentro, mas, por sorte, ela tava com o celular pra fazer luz.
Ela tava vestindo umas roupas emprestadas da mãe da Candy.
Meio velhas, mas bem limpinhas.
Mesmo não parecendo muito a idade da Martina, era por causa da beleza e do corpo dela que ela conseguia ter o próprio estilo, único.
A Martina colocou uma toalha no chão e sentou de pernas cruzadas.
Botou a mão no peito e segurou firme o celular, sentindo o calorzinho.
Pelos rachados em cima da adega, ela só conseguia ver um pouco da luz fraca lá fora.
O Benjamin tava ali, como ela imaginou.
Mesmo a Martina já sabendo, o coração dela tava batendo forte.
Ele... não ia conseguir achar ela, né?
Nesse momento, o Benjamin finalmente viu algo suspeito na cara do aldeão. Principalmente quando o nome da Martina foi falado, o olhar dele tremia um pouco. Não importa o quão boa a fantasia fosse, sempre sobrava uma falha.
Quem era o Benjamin? Ele sempre foi quem mandava, onde nenhuma conspiração ou truque conseguia dar certo na frente dele.
Além disso, essa pessoa tentando mentir pra ele era ainda mais impossível.
Mas, o Benjamin não revelou nada. Em vez disso, continuou agindo do jeito dele e chegou perto da pessoa na frente dele. A atitude dele parecia educada, mas tinha uma pontinha de maldade.
"Posso levar algumas pessoas pra procurar?", ele perguntou.
Assustado com a voz repentina do Benjamin, a pessoa ficou nervosa e começou a gaguejar de nervoso. "Ah, quer procurar? Não precisa. A gente não viu essa pessoa, e a nossa vila é tão pequena.
"A gente se conhece aqui, então não seria fácil esconder alguém, principalmente um estranho. Se ela realmente veio, a vila inteira ia saber na hora!"
Sem se importar com o que a pessoa falou, o Benjamin continuou indiferente e acenou a mão casualmente pro pessoal atrás dele. Com um tom frio, ele falou uma palavra só, "Procurar".
A Leslie liderou a galera que tava atrás dele e dividiu rapidinho em várias equipes. "Vocês, vão pro leste e procurem!"
"Vocês, vão pro oeste, e vocês, vão pros outros dois lados! Lembrem de procurar tudo, não percam nenhum detalhe."
Todo mundo concordou um atrás do outro e foi correndo pra vila com passos firmes. Mesmo se alguém quisesse impedir, já era tarde.
O aldeão só podia rezar no coração, torcendo pra que o amigo dele já tivesse avisado a Miss Martinez, pedindo pra ela se esconder rápido.
Se não, ia ser ruim se descobrissem. A Miss Martinez se sacrificou muito pelas crianças, trabalhando sem parar dia e noite pra ensinar.
E naquela época, o progresso dessas crianças foi ótimo. Começaram sem entender nada, mas deram um salto enorme. Tudo isso por causa da Martina.
Eles eram muito gratos à Martina e estavam sempre prontos pra ajudar, lembrando das coisas que ela pediu pra eles.
Além disso, nos olhos deles, a Martina era uma pessoa muito querida e gentil. Eles achavam que as pessoas que estavam procurando a Martina com certeza tinham más intenções!
Além disso, com o Benjamin chegando de repente com tanta gente e passando uma vibe intimidadora logo de cara, parecia bem óbvio pra eles o que fazer, né?
Eles se dividiram, com o Benjamin e o Simon indo na mesma direção, de casa em casa procurando.
Muitas pessoas se surpreenderam ao ver tantos estranhos chegando de repente e olharam pra eles com curiosidade e confusão.
"Quem são essas pessoas? Por que estão parecendo tão ameaçadoras vindo pra nossa vila?" Algumas pessoas ficaram na porta de casa, homens e mulheres, mas mantiveram a distância por medo. "Quem sabe? Acho que essas pessoas têm más intenções."
...
Sendo o assistente que tava do lado do Benjamin há muito tempo, os pensamentos do Simon eram mais espertos que os dos outros. "E aí, pequeno. Você viu a pessoa nessa foto?"
A criança que tava sendo perguntada era uma das crianças que a Martina tinha ensinado antes.
Quando ele viu o rosto da Martina na foto, ele instintivamente queria dar um sorriso doce. Mas, lembrou das palavras que a mãe dele tinha falado e parou o sorriso no rosto, balançando a cabeça.
Mas crianças não conseguem esconder as verdadeiras emoções muito bem. Uma pontinha de pânico ainda apareceu no rosto dele. "Eu não reconheço ela. Não conheço."
Mas, os olhos da criança mostraram claramente que ele a reconhecia.
O Benjamin franziu a testa, pensativo. Até um bobo ia perceber, imagina o Benjamin.
Ele tava procurando a Martina há um tempão, e não ia deixar essas coisas escaparem assim.
Mas agora ele não tinha como chegar no fundo da situação. Parecia que as pessoas da vila tinham combinado algo.
Será que era possível que cada pessoa dissesse que nunca tinha visto a Martina?
O Benjamin esfregou o queixo pensativo. Ele tinha levado todo mundo atrás dele pra procurar em volta direitinho. Fizeram uma busca completa, mas ainda não conseguiram achar a pessoa que ele queria ver.
Aquela mulher parecia ter sumido no ar. Se eles admitissem ou não, essa era a real.
Mesmo que a ansiedade estivesse na cara dessas pessoas, a presença da Martina não foi achada ali. Qual seria o motivo disso?
Será que a Martina já tinha estado ali antes, mas já tinha ido embora?
Se fosse o caso, essas pessoas não teriam motivos pra esconder a verdade. Poderiam ter contado numa boa, já que não ia afetá-los de jeito nenhum. Então, a verdade continuou sendo que eles ainda estavam fingindo, e a Martina nunca tinha ido embora de verdade.
Talvez tivesse algum tipo de acordo entre eles por motivos desconhecidos, levando a essas circunstâncias. Nem o Benjamin conseguia entender o porquê.
Agora até o Benjamin teve que ver a Martina com outros olhos. A Martina costumava pedir a opinião dele e deixar ele tomar decisões sobre tudo o que ela fazia. Essa foi a primeira vez que ela mostrou tanta determinação e independência.