Capítulo 214: Faça as malas e vá embora se você fizer isso da próxima vez
Jack nem sequer deu chance pra Martina falar nessa hora porque ele sacou que Elizabeth na frente dele não era gente simples, tá ligado?
Elizabeth tava armando umas ciladas pra Martina de propósito, e não importa o que a Martina falasse, ia ser fácil pra galera entender tudo errado.
Isso deixou Jack mais puto ainda com a Elizabeth. Se não fosse por ela ser a mãe biológica do Benjamin, ele já tinha perdido a paciência há mó tempão. Falando sério, ele achava que tinha sido super paciente com a Elizabeth todos esses anos. Mesmo com as várias paradas que ela fazia escondido pra foder a família, ele ficou na dele. Ele fez isso mais que tudo porque ela tinha parido um filhão foda.
Mas, se a Elizabeth continuasse nessa e não visse razão, Jack não ia se importar de tomar umas atitudes. Afinal, ele achava que tinha feito de tudo nos últimos anos, e tinha um limite pra aguentar. Ele já tava numa idade que não podia ficar cedendo pra um membro mais novo da família nos anos que restavam.
Infelizmente, Elizabeth não tava nem ligando pros pensamentos do Jack de desistir dela, senão ela ia se arrepender muito das coisas que fez.
Enquanto isso, a cara do Benjamin não tava muito boa. Ele tinha visto com os próprios olhos como a Elizabeth tinha tratado a mulher do coração dele nesse tempo. E ainda por cima, a Martina nunca tinha falado nada pra ele, o que explicava a tristeza dela em casa e aquele olhar de coração partido que ela tava sempre mandando pra ele.
Benjamin finalmente entendeu tudo, mas, infelizmente, parece que ele sacou um pouco tarde demais. Ah, mas não era tão tarde assim. Se ele quisesse, ainda podia mudar a visão da Martina. Essa era uma das razões dele estar do lado da Martina sem nenhuma dúvida ou hesitação. Ele também queria consertar o relacionamento com a Martina o mais rápido possível porque ele não aguentava mais viver daquele jeito.
Jack deu uma olhada fria pra Elizabeth e mandou o ultimato final: "Eu sugiro que você cuide dos seus próprios assuntos. Dessa vez, vou fingir que não vi nada. Mas se você fizer isso de novo, faça as malas e vaze."
Ele olhou pro Benjamin e falou: "Nós temos um monte de propriedades, né? Benjamin, arruma uma casa longe de mim pra sua mãe então."
Benjamin concordou com a cabeça. Na real, ele não tinha uma ligação emocional forte com a própria mãe. A conexão dele com o avô era muito maior, já que a Elizabeth não tinha participado muito da infância dele. A maioria das memórias dele eram relacionadas ao avô, que era a principal razão dele respeitar e obedecer ele.
Jack criou o Benjamin, e em troca, o Benjamin ia cuidar do Jack na velhice. Benjamin não era ingrato; era da natureza dele ser meio distante e reservado com a maioria das pessoas. Mas, quando se tratava da pessoa do coração dele, ele era totalmente diferente.
Elizabeth, agora em pânico, sentou no chão, sem conseguir se controlar. Como as coisas chegaram a esse ponto? Jack tinha falado desse jeito, mostrando que a paciência dele tinha chegado a um certo limite.
Era só porque ela ofendeu a Martina? O que exatamente tinha de tão demais na Martina?
Sinceramente, Elizabeth não conseguia entender nada. A Martina era só uma garota do interior que precisava do filho dela pra se virar. Em outras palavras, era uma interesseira, só um pouquinho mais bonitinha! E agora, tava fingindo que era alguma coisa especial. Ela ainda tinha a moral do Jack.
A Elizabeth tava cada vez mais confusa e irritada. Ela era a mãe biológica do Benjamin, e não entendia por que tinha que aguentar esse tratamento. Por que a Martina merecia a moral? O que ela tinha?
Não importa o quanto a Elizabeth pensasse nisso, ela não conseguia entender a situação. Em vez disso, ela ficou cada vez mais obcecada com isso. No final, ela tava tão perdida nos pensamentos dela que não reagiu por um tempão.
Nessa hora, Benjamin e os outros já tinham ido embora com passos tranquilos, deixando a Elizabeth pra trás.
Algumas coisas precisavam ser resolvidas pela própria Elizabeth. Não importa o que os outros falassem, não ia fazer diferença. Se ela continuasse teimosa, não ia demorar muito pra ela sair desse lugar.
A empregada, preocupada que algo pudesse acontecer com a Elizabeth e não querendo ir embora sem uma explicação, consolou ela suavemente: "Por favor, não fique com raiva. Algumas coisas podem não ser tão simples quanto parecem no começo. Eu acredito que você vai ficar bem, e as palavras do Sr. Jack Walker foram ditas só na raiva. Agora que ele acabou de voltar e viu essa situação, não é à toa que ele tá bravo. As coisas vão ser diferentes se você fizer algumas mudanças no futuro."
Ao ouvir as palavras da empregada, Elizabeth soltou um bufo frio e finalmente recuperou o controle dos pensamentos dela. "O que uma simples empregada como você entende? Como os negócios da nossa família são da sua conta? Se você se meter mais, cuidado que eu te demito primeiro."
A empregada até se arrependeu de ter perguntado. Era melhor ela ter agido como se não tivesse visto ou ouvido nada. Mas se ela fizesse isso, ainda podia levar bronca da Elizabeth no futuro. Não tinha como escapar. Nessa situação, a empregada tava lascada.
Nessa hora, Jack tava sentado no sofá da sala. Benjamin já tinha arrumado pra limparem o quarto dele com antecedência, o quarto master no primeiro andar, que também era o maior quarto.
A Elizabeth tinha feito vários pedidos pra morar no quarto maior antes, dizendo que o quarto dela não era grande o suficiente, mas o Benjamin tinha recusado todas as vezes. Ele fez isso pra manter o quarto disponível pro Jack. Ela era mais um detalhe.
Se a Elizabeth persistisse nesse comportamento no futuro, Jack podia não hesitar em expulsá-la da casa. Mesmo que ele não a expulsasse fisicamente, ele, no mínimo, ia exigir a ausência dela da presença dele. Quanto à escolha da residência, ia ser totalmente com o Jack, e o Benjamin tinha certeza que ele não ia recusar.
E ainda por cima, o Benjamin tava de saco cheio da Elizabeth agora. Se não fossem os laços de sangue, ele podia não ter mantido essa fachada por tanto tempo. A paciência dele contínua nessa parada era, em grande parte, por causa dessas conexões familiares, né?