Capítulo 217: Benjamin não era sua principal prioridade
Depois que a Martina e o resto terminaram o café da manhã, ninguém veio chamar a Elizabeth pra se juntar a eles. Ela ficou tipo, chocada. Tipo, a insatisfação dela não tava clara o suficiente? Ela já tava brava, então por que ninguém tava a fim de contar sobre o café da manhã?
Ela começou a se perguntar por que, e parecia que a Martina podia estar sacaneando ela de propósito. Só de pensar nessa possibilidade, a Elizabeth ficou ainda mais bolada com a Martina, piorando a raiva dela.
Depois de pensar nisso, a Elizabeth não conseguiu evitar de mandar uma mensagem pro número que ela tinha contatado antes. Ela escreveu: “Corre e acha o que eu preciso. Mesmo que não consiga achar a garota, inventa uma pra mim. Contanto que você consiga cumprir o que eu quero, tudo entre a gente vai ser esquecido.”
O homem ao telefone não respondeu muita coisa, só mandou um emoji de “OK” antes de ficar na dele. Nessa hora, a barriga da Elizabeth tava roncando de fome, mas ela tava com vergonha demais pra sair e comer.
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Bem na hora que ela tava pensando em sair pra pegar alguma coisa pra comer, ela ouviu a voz do Mordomo lá fora. “Sr. Jack Walker, a Sra. Elizabeth Walker não comeu nada desde ontem à noite. Talvez fosse melhor ela vir comer alguma coisa?”
O Jack tava meio que decepcionado com o Mordomo ultimamente. Ele trabalhava ali há mó tempão, mas parecia que ele só se importava com os interesses da Elizabeth. Ele não era responsável pelo bem-estar dos outros também? Ele devia ser responsável por todo mundo, tipo, comida, onde dormiam e a rotina diária. Mas parecia que ele tava mostrando um certo favoritismo.
O Jack, pensando que o Mordomo tinha passado metade da vida dele na casa, não falou nada muito pesado, mas também não suavizou as palavras.
Ele rebateu, “Você tá querendo dizer que eu tô impedindo ela de comer? Ela disse que não tava se sentindo bem e não quis comer, por conta própria. Por que você tá falando disso na minha frente? Você não deveria ter preferência. Não esqueça por que você tá aqui.”
O Jack deixou claro: resolva o que precisa ser resolvido e não se meta onde não é necessário. Já que a própria Elizabeth decidiu não comer, não era problema de mais ninguém. Ele não podia ser responsável por tudo.
O Jack tava cada vez mais curioso. Que tipo de vida a Martina tinha tido enquanto ele não tava em casa? O Mordomo, quando ouviu isso, não conseguiu evitar de tremer. A postura calma dele mudou muito. Parecia que ele tinha passado dos limites, talvez por preocupação excessiva.
“Desculpa. Fui longe demais, e não vou fazer isso de novo no futuro.”
O Jack comeu mais umas bocadas, e como a Martina e o Benjamin tinham saído separados, ele perdeu o apetite. Ele fez um gesto com a mão na direção do Mordomo, dizendo, “Deixa pra lá. Só não faça nada parecido no futuro. É só isso.”
Então o Jack se levantou e voltou pro quarto dele. O Mordomo ficou lá parado um tempão. No final, ele só olhou pro quarto da Elizabeth e mudou o olhar.
Talvez ele realmente tivesse ido longe demais. Provocar o Jack podia resultar na demissão dele, apesar da idade.
De volta pro quarto dele, o Jack mandou mais instruções pro Nathan. “Vê o que tá rolando em casa ultimamente. Investiga qualquer informação útil das últimas semanas.”
O Nathan, sempre o assistente dedicado, concordou sem hesitar. Ele já tinha umas desconfianças, e agora tava organizando as coisas sem nenhum problema. “Entendido. Devo focar nas coisas entre o Sr. Benjamin Walker e a Sra. Martina Martinez?”
O Jack respondeu com um “Sim” confirmando.
Então, meio envergonhado, o Nathan passou os dedos no cabelo. Ele sabia que o comentário dele tinha irritado o Jack. De repente, ele se arrependeu de falar o que não devia. Tava mexendo em coisas desnecessariamente. Depois disso, ele saiu rápido do quarto pra fazer a investigação dele.
O Nathan era inegavelmente rápido no trabalho dele. À tarde, ele tinha montado um relatório detalhado dos acontecimentos recentes. Alguns até tinham provas em fotos, tipo a Martina saindo de casa um tempão atrás, ficando fora um mês, e sendo encontrada com muita dificuldade pelo Benjamin. Além disso, depois da volta da Martina, ela tinha parado de segurar a onda como fazia antes e começou a peitar a Elizabeth em toda oportunidade. Finalmente, o Benjamin tinha mudado muito desde a ausência de um mês da Martina.
Era o tipo de relacionamento que parecia ter uma diferença enorme entre os dois, tipo, eles tinham trocado de papel de repente.
Pra ser sincero, mesmo sem o comentário do Nathan, o Jack conseguia sentir isso, porque era muito óbvio. Ele não tinha ideia das razões por trás disso antes, mas agora, tendo ouvido as verdadeiras razões, a expressão dele refletia choque e surpresa.
Sinceramente, ele se considerava bom em ler as pessoas, especialmente quando se tratava de coisas do coração, por causa da experiência dele. De acordo com a personalidade da Martina, ela nunca ficaria fora por um mês inteiro, a menos que tivesse decidido desistir do Benjamin. E dessa vez, a transformação significativa do Benjamin provavelmente se devia a essa constatação. Não é à toa que a pessoa que costumava ser tão próxima tinha se tornado outra pessoa.
O Jack franziu os lábios, e o rosto dele mostrou um pouco de desagrado.
“Que idiota! Além de estar ocupado com o trabalho todo dia, por que ele não sabe ser produtivo em outros aspectos? Na idade dele, depois de construir a carreira, ele não deveria se apressar em construir uma família? Se a futura esposa dele for realmente roubada por outra pessoa, vamos ver como ele vai lidar com isso. Ele pode nem ter tempo de se arrepender!”, exclamou o Jack.
O Nathan concordou. Às vezes, ele achava o Benjamin muito focado e sem noção de como fazer a Martina feliz. Sem aqueles que ajudavam em segredo, perseguir a Martina seria um desafio de verdade. Ela era capaz de tudo. Não é à toa que ela não esperava por ele em casa todo dia. Claramente, ela não o considerava sua prioridade número um.
Percebendo essas coisas, o Nathan não resistiu e perguntou: “Senhor, precisamos fazer alguma coisa pra ajudar?”