Capítulo 193: A chamada de Adam
Só quando o Sr. Alejandro Rodríguez apareceu de verdade é que a Elena teve que admitir que o irmão dela não tava a brincar com ela; ele REALMENTE queria estar ali.
O Sr. Alejandro Rodríguez sorriu levemente e bagunçou o cabelo da Elena com carinho, dizendo: "Se eu disse que vinha, é porque eu definitivamente ia. Pra quê que eu ia fazer uma palhaçada dessas com você?"
Um sorriso também apareceu na cara da Elena, e ela rapidamente levou o Sr. Alejandro Rodríguez pra dentro.
A Martina ficou meio chocada quando viu o Sr. Alejandro Rodríguez e não conseguiu evitar de pensar no que o **Benjamin Walker** tinha dito pra ela na noite anterior.
Mas agora que eles estavam cara a cara, a Martina não queria ficar calada. Ela cumprimentou o Sr. Alejandro Rodríguez meio sem jeito, "E aí, Sr. Alejandro Rodríguez. Já vou pegar um café pra você."
Até a Elena percebeu que a Martina tava meio estranha hoje. Por que que ela tava servindo o café pessoalmente se tinha uma **A Recepcionista** pra fazer isso?
Com esse pensamento na cabeça, a Elena puxou a Martina e disse: "Fica aqui. Deixa a recepcionista fazer isso. A gente devia sentar aqui e bater um papo um pouco."
"A propósito, sobre os planos que tão por vir, meu irmão mencionou uma coisa ou outra. Parece que tem algo importante pra gente discutir hoje."
Agora que a Elena tinha começado esse assunto, a Martina teve que parar, ou ia parecer que ela tava sendo falsa. Ela não queria parecer que tava evitando alguma coisa, mesmo que estivesse. Mas ela não podia se entregar tão fácil.
De qualquer jeito, a Martina ainda achava meio estranho. A **Leslie Wonder** não devia estar de guarda lá fora? Por que o Sr. Alejandro Rodríguez apareceu aqui de repente sem avisar?
Normalmente, a Martina achava que a **Leslie Wonder** ia ser a primeira a chegar pra avisar ela ou até tentar causar alguma confusão. Só quando a **A Recepcionista** chegou com uns copos de café e bateu um papo com a Martina que ela descobriu que a **Leslie Wonder** tinha dormido.
Faz sentido, porque elas trabalharam até tarde ontem à noite, e agora a **Leslie Wonder** tava provavelmente exausta. Era super normal pegar no sono.
A Martina ficou pensando se o **Benjamin Walker** tava na mesma. A diferença era que ele pareceu ter saído bem cedo de manhã. Ficou claro que tinha uma diferença enorme entre as pessoas.
A Martina admirava o **Benjamin Walker** demais, principalmente no trabalho. Ele era tipo uma pessoa que não tava nem aí pra vida dele. Ele sempre assumia uns desafios impossíveis pra garantir que conseguia terminar os esquemas de trabalho o mais rápido possível,
Quase ninguém conseguia imitar ele, seja trabalhando a noite toda por dias ou ficando tão focado no trabalho que esquecia de comer e dormir. Até a Martina achava que não conseguia fazer isso, mas o **Benjamin Walker** tinha persistido por anos.
Talvez essa fosse a razão do sucesso inevitável do **Benjamin Walker**. Enfrentando alguém como essa máquina viciada em trabalho, qualquer outro ia parecer nada em comparação.
Enquanto a Martina pensava nisso, ela não conseguiu evitar de balançar a cabeça. Que que tá rolando? Por que que ela tava sempre pensando na presença do **Benjamin Walker** de vez em quando?
Naquele exato momento, o Sr. Alejandro Rodríguez e a Elena ainda tavam no meio de discutir a colaboração deles. Ao perceber a Martina balançando a cabeça, eles interpretaram mal as ações dela.
A Elena se aproximou e sussurrou: "Que que foi, Martina? Você não acha que a proposta do meu irmão é boa, né?"
Na real, a Elena achou a proposta aceitável. Tanto a colaboração quanto as exigências não pareciam muito complicadas pro estúdio delas. Com a Martina como parceira, a tarefa ia ser fácil, talvez levasse só uns dias.
A chave era que também tinha uma grana boa pra ser feita; isso era simplesmente uma oportunidade boa demais pra perder. Afinal, o irmão dela sempre tinha que contratar profissionais pra esse trabalho, então por que não ir até eles? Afinal, é melhor deixar os lucros na família.
A Martina voltou aos sentidos aos poucos quando ouviu as vozes deles. Ela sentiu que os irmãos tinham entendido mal as intenções dela e rapidamente explicou: "Não, não é isso. Eu só tava pensando em outra coisa. Desculpa, me distraí um pouco."
O Sr. Alejandro Rodríguez percebeu a reação da Martina e, se ele adivinhou certo, ela tava provavelmente pensando no **Benjamin Walker**. Mas ele não revelou e manteve a postura calma dele. "Tudo bem. Já que você ainda não entendeu direito, eu vou explicar de novo. A gente ainda tem muito tempo."
A Elena balançou a cabeça sem jeito e disse: "Desculpa mesmo."
No tempo que se seguiu, o Sr. Alejandro Rodríguez deu uma visão geral rápida dos requisitos dele e de vários aspectos da colaboração, fazendo parecer relativamente simples.
A Martina pensou que, mesmo que ela quisesse diminuir o contato dela com o Sr. Alejandro Rodríguez, as coisas relacionadas ao trabalho eram outra história, principalmente porque ele era irmão da Elena. Além disso, ela já tinha deixado claro ontem que não ia seguir as instruções do **Benjamin Walker**. Ela sempre podia esconder as coisas dele.
Algumas coisas exigiam manter as conexões sociais, mesmo que ela não pretendesse nada a mais com o Sr. Alejandro Rodríguez.
Com isso na cabeça e sob o olhar expectante da Elena, a Martina achou difícil recusar. "Beleza, vamo seguir a sugestão do Sr. Alejandro Rodríguez. A gente vai assinar o contrato agora."
Contratos de cooperação eram uma necessidade básica em qualquer parceria comercial, mesmo quando envolvia irmãos.
Ao ver a postura profissional da Martina, o Sr. Alejandro Rodríguez riu: "Beleza, vamo fazer do seu jeito. Depois de assinar o contrato, eu pago uma refeição pra vocês duas."
A Martina tava prestes a responder quando percebeu uma ligação no celular dela, de um número desconhecido. Sem pensar muito, ela atendeu, porque não tinha muita gente que sabia o número dela. Além das pessoas do **Benjamin Walker**, só tinham o pai dela e uns conhecidos próximos.
Mas dessa vez, a Martina ficou surpresa. Tanto a Elena quanto o irmão dela ficaram em silêncio, mostrando um grande entendimento.
A Martina atendeu o telefone quieta: "Alô?"
Era o **Adam** do outro lado. Ele respondeu: "Sou eu! Foi difícil pacas te achar. É algum cobrador te ligando?"
Ao ouvir a voz do outro lado, toda a postura da Martina mudou. Ela não devia ter sido tão educada!
A expressão dela ficou mais fria quando ela respondeu: "É você."
A Elena sentiu com precisão que as emoções da Martina tinham mudado por causa dessa ligação e sussurrou: "Martina, que que foi? Quem tá ligando?"
A Martina balançou a cabeça, não querendo preocupar a Elena. Ela fez um gesto como se precisasse atender a ligação e saiu da sala.
"Por que que você tá me ligando? Não tem mais nada pra fazer? Se você tá livre, vai pra outro lugar pra se divertir e para de me encher!" a Martina respondeu, com a voz gelada.