Capítulo 165: Sentindo Medo Após o Evento
No meio da confusão toda, a Martina finalmente conseguiu se levantar do chão. Os olhos dela foram direto pra figura de deus do Benjamin. Não importa quando nem onde, esse cara parecia simplesmente ficar ali, como se o lugar fosse dele. A presença dele era tipo uma âncora que acalmava, tirando qualquer medo do coração das pessoas.
Enquanto isso, o Leslie tava quase chorando. Quando ele tinha se sentido tão humilhado? Talvez fosse por causa da briga recente com a Elena que ele tava fora de forma, e quase deixou a Miss Martinez ser levada. O Leslie tava muito envergonhado, e agora, quando ele revidou, fez isso com uma crueldade especial.
Com essas pessoas já mostrando que não iam ter piedade, o Leslie precisava mostrar alguma bondade? Desculpa, ele não tinha um coração tão bom.
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No meio de todo mundo olhando, a Martina viu o Benjamin, a figura de deus, chegando perto dela passo a passo. Ela não conseguia explicar direito as emoções dela, mas sentia um alívio enorme.
Ela conseguiu falar o nome do cara, "Benjamin".
A Elena já tava com medo e em prantos. Não era que faltasse coragem pra ela, mas de repente ela percebeu que essa situação toda parecia ser culpa dela de novo. Ela se arrependeu de ter aparecido no bar em primeiro lugar, mas agora não adiantava se arrepender. O rolo já tinha acontecido, e o que ela precisava fazer agora era descobrir como resolver, não ficar se culpando.
Sorte que o Benjamin chegou na hora, impedindo aquele cara de levar a Martina à força. Mas mesmo assim, a presença dele era tão forte que parecia que ele podia matar só com a aura dele.
Ele deu uma olhada fria pra quem ainda parecia querer brigar, e aí com a coordenação perfeita do Simon e do Leslie, eles dominaram todo mundo.
Além disso, o Simon aproveitou pra ligar pra polícia, e só precisavam esperar eles chegarem.
O Simon tava se sentindo super aliviado naquele momento. Sorte que eles chegaram a tempo. Se alguma coisa tivesse acontecido com a Miss Martinez, aquele bar provavelmente ia ser destruído.
O Simon não entendia porque essas pessoas estavam procurando a própria desgraça. Mesmo se quisessem dar em cima de outras mulheres, tava de boa. Por que tinham que ir atrás da Miss Martinez? Deviam primeiro se avaliar.
O Benjamin pegou a Martina no colo e examinou ela com cuidado da cabeça aos pés, pra ter certeza de que ela não tava machucada. O rosto dela só tinha um pouco de sujeira, o que finalmente acalmou um pouco as preocupações dele.
Mas mesmo assim, ele ainda agiu meio exagerado, perguntando de propósito, "Você se machucou em algum lugar?"
A voz dele era muito magnética, com um charme que fazia as pessoas quererem ouvir ele de novo e de novo.
A Martina olhou pra ele com adoração e balançou a cabeça. Naquele momento, ela esqueceu de resistir porque o Benjamin tinha salvado ela de novo.
O Benjamin passou a mão suave no cabelo dela e falou, "Bom".
Se fosse antes, se deparar com uma situação dessas ia deixar o Benjamin puto, e ele ia revidar na hora. Mas agora, ele conseguiu controlar a raiva, mesmo sabendo que as atitudes da Martina tavam erradas e podiam colocar ela em perigo.
De qualquer jeito, o mais importante era não deixar a Martina com medo ou entender errado sobre ele.
Ultimamente, tava rolando um monte de mudança no comportamento do Benjamin. Mas não importa o quanto ele mudasse, ele não podia deixar outros caras fazerem bullying com a mulher dele desse jeito.
Sobre o destino dessas pessoas, mesmo que não tivessem falado nada agora, tava bem claro.
A Elena tava tão assustada que nem conseguia respirar direito, como uma criança que fez besteira, abaixou a cabeça e ficou olhando pros próprios pés, parada sem esperança do lado.
Mas quando ela pensou nessa parada toda e como o Benjamin já sabia, ela ficou preocupada que ele pudesse até culpar a Martina por isso. Então, ela criou coragem pra falar de novo, "Desculpa, Benjamin. A culpa é minha. A Martina não queria vir no bar; fui eu que convenci ela. Por favor, não culpa ela; pode me culpar no lugar dela."
O Benjamin não falou nada, com as pernas cruzadas de um jeito relaxado, e abraçou a mulher dele com força.
A maior tranquilidade da Elena era que a Martina tava segura; se não, as consequências não seriam algo que ela aguentaria. Mesmo com o status dela ali, ela sabia que não ia escapar da punição, porque o Benjamin não era de mostrar favoritismo.
O Benjamin só ia fazer coisas que as pessoas não entendiam, mas agora, só na frente da Martina, ele parecia uma pessoa normal. Talvez fosse por consideração à Martina, ou talvez por causa da presença de muitos visitantes, o Benjamin se segurou de culpar a Elena publicamente.
Ele só olhou com preguiça pra Elena e falou, "Não deixa isso acontecer de novo. Se rolar de novo, eu aviso o seu irmão na hora."
A Elena sentiu como se estivesse enfrentando um inimigo forte, mas sorte que o Benjamin não foi além dessa vez. Pra falar a verdade, ela até se sentiu um pouco grata. Ela achou que, desde o começo, o Benjamin ia direto contar pro irmão dela, mas, inesperadamente, ele deu uma chance pra ela.
A Martina também sentiu aquele medo, mas, sorte que a situação tinha mudado, e ela finalmente conseguiu ficar tranquila.
Os curiosos ficaram todos intrigados, observando o jeito do Benjamin, e as mentes deles começaram a especular. Eles estavam curiosos sobre a identidade real do Benjamin, como ele conseguiu lidar com tudo tão fácil, e por que ele era rodeado por tantas mulheres bonitas.
O Benjamin passou a mão na mão da Martina, como se fosse o único jeito de acalmar os nervos dele.
A Martina tentou se manter firme, e tomou a iniciativa de perguntar, "A propósito, por que você tá aqui?"
A situação agora há pouco foi muito doida, e a Martina nem teve tempo de mandar mensagem pra ninguém. Era pra ser algo que o Benjamin não saberia, mas ele tava ali.
Tudo graças ao Benjamin ter mandado alguém instalar um rastreador no celular da Martina antes. Quando ele mandou duas mensagens pra ela sem resposta, ele soube que ela tinha saído.
No começo não era nada demais, já que o Benjamin tinha concordado e permitido que a Martina saísse. Mas ela não respondeu de jeito nenhum, o que era obviamente estranho.