Capítulo 114: Duas opções
Ao ouvir isso, Adam imediatamente defendeu a irmã dele, "Simon, tá exagerando. Minha irmã já explicou tudo direitinho!"
Na real, as palavras do Adam foram diretas pro Benjamin. Afinal, o Simon representava a reputação do Benjamin, saca?
Falando assim contra o Simon, o Adam tava indiretamente mostrando que tava contra o Benjamin. Era tipo um jeito mais sutil de falar.
Depois de terminar, ele encarou o Benjamin. Ele não tava entendendo por que o Benjamin mudou tanto de repente e tava se esforçando tanto pela Martina? Era normal isso?
O Benjamin não era indiferente com a Martina antes? Por que ele mudou tanto, como se fosse outra pessoa?
Infelizmente, mesmo que o Adam perguntasse isso na lata, não ia ter resposta que prestasse.
O comportamento atual do Benjamin já tava na cara. Ele só queria defender a Martina. Não importa quem fosse, quem ofendesse a Martina ia estar ofendendo o Benjamin. Mas essa pessoa não devia ser a irmã dele.
Até o Gary não aguentava mais ouvir.
"Benjamin, pela relação das nossas famílias, você ainda não acredita na Amy?" Gary franziu os olhos e falou sério. Se não fosse o Benjamin ali, ele ia querer chutar ele pra fora, nunca mais queria ver ele na frente da família Paloma.
Só que nem o Gary ousava ir muito longe, porque era o Benjamin. No máximo, ele podia botar pra fora as emoções de um jeito sutil e com razão.
Antes, o Benjamin tinha ficado quieto porque achava que não precisava. Mas agora, tava claro que as pessoas ali não iam ceder e ainda queriam usar qualquer coisa pra ajudar a Amy a se afastar da situação.
Nesse caso, o Benjamin não quis mais esperar. Ele só mexeu o dedo de leve e, de novo, o Simon pegou um áudio do celular que podia provar tudo.
Dessa vez, era a voz do Rick. Mesmo sem ver ele, dava pra saber que era ele falando.
Só que, nesse momento, as emoções dele tavam estranhas. A voz dele tava fraca, como se tivesse bebido muito ou não tivesse dormido bem.
"Por que você fez isso ontem à noite? Vai me contar ou não?" um cara perguntou.
"Eu conto tudo..." respondeu o Rick. Ele nunca foi de manter a dignidade, principalmente na frente do Benjamin. Ele não conseguia mais segurar as emoções e a verdade.
"Eu tava só com raiva. Por que mulheres como a Martinez recebem o favor do Benjamin?" disse o Rick. "Mas a Miss Paloma só pode ficar assistindo. Eu não aguento ver a Miss Paloma sendo injustiçada, então eu quis me vingar por ela!"
As palavras do Rick tavam boas, mas, infelizmente, ninguém ia acreditar nele.
Tocou um gemido abafado, como se algo tivesse feito um barulho.
"Não... não me trate assim..." Dessa vez, o Rick mudou o tom de novo. "Eu tô falando a verdade? Na real, foi a Miss Paloma que me deu umas dicas. Eu queria que ela me visse diferente, então eu tive que arriscar!"
A Amy ficou calada.
Ela nunca tinha visto um cara tão covarde e desprezível. Se o Rick já tinha virado um covarde, por que ele ainda tentou aproveitar a tal chance pra ajudar ela?
Depois de enfrentar uma situação de verdade, o Rick foi a primeira pessoa a trair ela. Foi muito ridículo e nojento.
A raiva da Amy tava fervendo por dentro, e ela queria matar ele. Só que, com o Benjamin ali, ela não ousava mostrar os verdadeiros sentimentos.
"Benjamin, você não acredita em mim mesmo? A gente tem tantos anos de relação. Mesmo que você não goste de mim, não devia me tratar com tanta crueldade!" Os olhos dela pareciam inocentes, como se todas as acusações fossem mentiras. "Eu já falei, isso não tem nada a ver comigo. Acredite ou não, essa é a verdade!"
O coração do Gary doeu pela Amy. Ele olhou pro Benjamin com cada vez mais impaciência e falou, "Benjamin, você vai mesmo tão longe por uma mulher insignificante?"
No começo, o Benjamin não queria falar nada que pudesse afetar a relação das duas famílias. Mas essas pessoas eram teimosas e não iam mudar o jeito delas.
Uma mulher insignificante? Talvez aos olhos dos outros, a Martina pudesse ser insignificante, mas, pro Benjamin, ela era a futura esposa dele.
A atitude do Benjamin tava bem clara. O objetivo dele em vir hoje não era dar bronca, mas sim dar informações e fazer eles ficarem ligados nas responsabilidades deles.
"Você lembra o que aconteceu da última vez?" Com essa frase, o Benjamin fez a Amy tremer sem parar. Ela sabia que o Benjamin tava falando sério.
Se não fosse a doença dela de repente da última vez, ela ia ter passado vergonha de verdade. Ela não ia conseguir manter a pose na frente dos outros, não importa se ela aceitasse ou não. Essa era a real.
"Vovô..." A Amy olhou pro Gary, esperando que ele apoiasse ela.
No fundo, o Gary sabia que a neta amada dele era capaz dessas coisas. Mas e daí? A Martina era só uma mulher insignificante com uma identidade obscura. Como ela podia ser comparada com a neta preciosa dele? As atitudes do Benjamin hoje foram demais.
"Já chega!" A raiva do Gary explodiu quando ele bateu a mão na mesa com força.
Hoje era pra ser um dia de alegria, um dia pra comemorar. Mas agora, esse incidente aconteceu.
"Amy, vem aqui do meu lado," Gary chamou a Amy com jeitinho.
A Amy saiu rápido do lado do Adam e foi pra trás do Gary.
Quanto mais o Benjamin era cruel com a Amy, mais ela sentia raiva da Martina. Porque se não fosse a Martina, como o Benjamin ia tratar ela desse jeito?
A paciência do Benjamin acabou de vez. "Tem duas opções: Número 1, ajoelha e pede desculpa pra Martina; Número 2, passa pela mesma coisa."
Passar pela mesma coisa?
O Benjamin tava querendo se vingar e fazer a Amy passar pelo mesmo sofrimento?
O Simon botou mais lenha na fogueira de propósito. "Esqueci de lembrar todo mundo que a futura esposa do meu chefe não só foi trancada no banheiro por alguém, mas também foi drogada com más intenções."
"Se não fosse a chegada do chefe a tempo, as consequências iam ser inimagináveis. Miss Paloma, conforme as instruções do chefe, você tem a liberdade de escolher entre as duas opções," continuou o Simon.