Capítulo 142: Que tal fazermos uma refeição juntos mais tarde?
Naquele momento, Camille queria MESMO saber o que o Benjamin estava pensando.
Na real, se a colaboração ia dar certo ou não, nem era o mais importante. De qualquer jeito, ela tava decidida a fazer as coisas do jeito dela com o Benjamin. Ela queria a colaboração e ele. Senão, ia ser uma pena perder uma oportunidade tão boa, né?
Daí a Camille falou: "Tô curiosa pra saber o que você tá pensando agora. Se tiver alguma parada que não te agrade na parceria, pode falar, viu?"
Assustado, o Pierre pensou se a proposta que ele escreveu tinha algum problema. Ele olhou pro Benjamin com uma cara de confuso, tipo WTF.
Esses dias, ele tava trabalhando sem parar, querendo terminar essa parada o mais rápido possível. Ele se esforçou muito e até conseguiu umas infos do Simon, sabe?
O Pierre achava que tava tudo sob controle, mas agora parecia que a parada podia ser diferente. Ele sentiu o coração disparar por causa disso. Não, não pode ser, não pode tá acontecendo. Ele não podia ter essa zica.
"Se você sentir que tem algo errado, por favor, fala, que eu corrijo na hora!" O Pierre falou pro Benjamin, com toda a sinceridade, parecendo que não ia ousar discordar de jeito nenhum. Mesmo que o Benjamin procurasse defeitos que nem existiam, o Pierre só podia aceitar. Além disso, o Pierre sabia que o Benjamin não era o tipo de pessoa que curtia implicar só por implicar. Se ele achava que algo tava errado, tinha que ter um motivo de verdade.
Sob os olhares confusos da Camille e do Pierre, o Benjamin finalmente saiu do transe.
Essa devia ser a primeira vez, mas quando ele pensou que o motivo de tudo isso ser a Martina, de alguma forma, fez ele se sentir aliviado.
O Benjamin, de boa, levantou a ponta do dedo e falou: "De boa, bora continuar."
A Camille teve uns pensamentos meio estranhos na cabeça. Se não era por causa da proposta, o que mais podia tá distraindo o Benjamin?
Ela pareceu ter uma ideia e fez um sinal pra assistente dela, que tava ali atrás. A assistente sacou rapidinho o que ela queria e saiu dali.
Depois de uns minutinhos, mais ou menos, a assistente voltou e cochichou algo no ouvido da Camille.
Visivelmente, a expressão da Camille mudou, e ela pareceu meio chocada. O olhar dela não parava de ir pro Benjamin de vez em quando.
O Benjamin nunca tinha se interessado por outras mulheres. Mesmo que ele soubesse que alguém tava olhando pra ele, ele fingia que não tinha visto, porque ele simplesmente não tava nem aí.
A reunião acabou e eles assinaram o contrato com sucesso. Só que ainda precisavam visitar o local do projeto novo amanhã, e não tinham mais nada programado depois.
"Sr. Walker. Ouvi dizer que quando você veio discutir a colaboração hoje, você trouxe uma garota com você. Já que veio até aqui, que tal levar ela pra comer com a gente?" A Camille pensou um pouco e sugeriu.
A Martina não podia mais ser escondida, mesmo que quisessem, porque um monte de gente da empresa já tinha visto ela. E o Benjamin não mostrou nenhuma intenção de manter segredo, então a Camille com certeza sabia.
Os olhos do Benjamin piscaram de leve, e ele não rejeitou a sugestão da Camille na lata. Apesar de ter a personalidade decidida, ele respondeu com uma resposta meio vaga dessa vez. "Deixa eu perguntar pra ela primeiro."
Naquele momento, a Camille ficou chocada DE VERDADE. Era algo que o Benjamin podia concordar de boa, mas ele ia pedir permissão pra aquela mulher?
No coração do Benjamin, parecia que a mulher tinha um lugar bem importante.
A Camille de repente sentiu uma sensação de crise, porque ela já tinha considerado o Benjamin como o objetivo que ela ia correr atrás na vida. Era justamente por causa disso que ela tava trabalhando sem parar pra chegar mais perto dele, passo a passo.
Mas como o Benjamin já tinha falado, a Camille só podia concordar com a cabeça, "Tudo bem. E vou ficar aqui esperando as respostas de vocês dois."
Sem falar nada, o Benjamin saiu pela porta.
Olhando pra postura fria e decidida do Benjamin, a Camille acreditava que aquela era a verdadeira natureza dele.
Ela não sabia que só quando o Benjamin tava com a Martina, ele parecia outra pessoa – mais vibrante e parecendo uma pessoa normal.
Perto da Martina, ele não parecia mais inatingível, nem evocava uma sensação de medo extremo. Mas na frente dos outros, ele voltava a ser o de sempre, sem mudar nada.
...
Naquele momento, a Martina tava na sala, tomando suco, comendo uns salgadinhos e jogando no celular. O tempo parecia passar rapidinho.
Quando o Benjamin chegou, ele viu o estado atual da Martina.
Originalmente exausto, o Benjamin até sentiu a dor latejante do ferimento nas costas. Mas quando ele viu a Martina, todos aqueles sentimentos desconfortáveis pareciam desaparecer naquele momento.
"O que você tá fazendo?" o Benjamin perguntou.
Talvez porque a Martina tava tão ligada no jogo, ela não percebeu que alguém tava chegando quietinho perto dela.
Se não fosse a voz familiar chamando de cima de repente, ela provavelmente ainda tava no mundo do jogo.
A Martina olhou pra cima e viu o Benjamin na frente dela. "Acabou o trabalho?"
Considerando o tempo total, tinha dado menos de uma hora, bem mais rápido do que a Martina esperava.
"Sim, que tal a gente sair pra comer mais tarde?" o Benjamin concordou.
A Martina não entendeu bem quando ouviu a pergunta do Benjamin. "Por que sair pra comer de novo de repente?"
O corpo do Benjamin não tava totalmente recuperado ainda. Mesmo que os outros não soubessem, ele devia cuidar mais dele.
"É por causa do trabalho. Vamos comer juntos já que tá rolando" o Benjamin explicou, como se tivesse sacado os pensamentos da Martina. "Não tenho nada na agenda essa tarde, então posso ir com você primeiro. Mas antes, precisamos comer."
Como a Martina já tinha concordado com o que o Benjamin queria, ela naturalmente não tinha outra opção a não ser continuar concordando.
"Bem... É ideia sua ou de outra pessoa?" A Martina tava meio hesitante em ir junto assim. Afinal, ela não tava participando da colaboração de verdade.