Capítulo 50: A situação mudou!
O alvo do **Benjamin** eram as áreas relativamente perigosas que eles ainda não tinham vasculhado.
No final, ele focou a atenção dele, de repente, numa vila pequena chamada Vila Timbercrest.
Cercado pelo mar, esse lugar não seria o esconderijo preferido de quem estivesse procurando refúgio. Mas a **Martina** podia muito bem escolher ir contra a corrente.
Além disso, navios atracavam nessa área, então não era totalmente impossível alguém se esconder e fugir daqui.
Com esses pensamentos na cabeça, o **Benjamin** não hesitou nem um pouco. Ele tomou uma atitude imediata e decisiva e levou a equipe dele pra vila pequena.
Dessa vez, o **Benjamin** levou mais de cem pessoas com ele. Eles monopolizaram rapidamente todos os ingressos restantes para o navio que partia mais rápido.
Enquanto isso, ele também recebeu uma ligação do **Adam**.
O **Adam** parecia ter bebido uns bons drinks e a fala dele tava meio enrolada, "**Benjamin**, você tem sumido ultimamente? Faz um tempão que você não aparece, a gente devia fazer um encontro pra comemorar. Por que a gente não marca uma data e se junta? A galera tá toda doida pra te ver!"
Os pensamentos do **Benjamin** estavam na **Martina**, então como ele ia ter cabeça pra essas coisas? Ele nem queria falar e tava pronto pra desligar o telefone.
Mas, no segundo seguinte, o **Adam** falou uma coisa que chamou a atenção do **Benjamin**, "Toda vez que eu falo isso, você não responde. Aliás, uns dias atrás, quando eu peguei um navio, eu vi uma pessoa conhecida."
O **Benjamin** deu uma pausa no movimento de desligar o telefone e perguntou, "Quem você viu?"
O **Adam** arrotou por causa do álcool e falou, "Quem mais poderia ser? É aquela sombra que não te larga. Mas eu também duvido se eu vi direito. Como aquela mulher ia pegar um navio pra um lugar tão distante?"
De fato, o **Adam** foi uma ajuda e tanto pro **Benjamin**, confirmando instantaneamente a especulação interna do **Benjamin**.
Quase impaciente, o **Benjamin** perguntou, "Onde?"
O **Adam** sentiu que as emoções do **Benjamin** não estavam boas, mas ele compartilhou rapidamente tudo que sabia.
Depois de ouvir tudo que o **Adam** disse, se o **Benjamin** tinha alguma dúvida antes, agora ele tinha certeza absoluta de que a **Martina** tinha ido embora de navio, e ainda por cima, existia uma grande possibilidade dela estar exatamente no lugar que ele tinha mirado!
Com o alvo confirmado, ele desligou o telefone e correu pra Vila Timbercrest.
Um monte de gente, não importa onde aparecessem, era um baita de um espetáculo.
O tempo no navio parecia passar voando e arrastando ao mesmo tempo.
Depois de checar as horas no celular várias vezes, o **Benjamin** finalmente chegou na vila pequena.
A vila podia ser vista por inteiro. Embora a área não fosse particularmente pequena, comparada a uma cidade ou até mesmo uma metrópole, parecia bem insignificante.
Nesse momento, tinha um monte de gente ocupada na beira do mar, aparentemente limpando a pescaria.
Algumas pessoas estavam falando, "A pesca hoje tá muito boa. Parece que a gente pode descansar em casa nos próximos dois dias!"
"Eu tô sentindo a mesma coisa. Pescando hoje foi particularmente agradável, e até os estudos do meu filho tiveram um progresso notável. Tudo é notícia boa!"
"É verdade! Isso só mostra que o chefe da nossa vila tem visão. Senão, nossos filhos não teriam feito melhorias tão rápidas nas notas. Não é tão simples quanto parece."
Enquanto essas pessoas estavam numa conversa alegre, o **Benjamin** deu um sinal pro **Simon**, que entendeu rapidinho e foi andando na direção deles.
Por ter ficado do lado do **Benjamin** por um tempão, o **Simon** entendia bem a personalidade e o comportamento do **Benjamin**. Ele cumprimentou as pessoas com educação, falando, "Olá."
De repente, eles notaram a presença de forasteiros, e o que é pior, tinha tantos deles. Instantaneamente assustou os moradores simples, quase como se tivessem "indivíduos suspeitos" escritos na cara deles.
Com uma expressão cautelosa, os moradores encararam o **Benjamin** e o grupo dele, como se estivessem a ponto de acusá-los de serem pessoas más.
"Quem são vocês exatamente? Vocês não parecem ser da nossa vila pequena. A gente nunca viu vocês antes!" um dos moradores falou, cheio de cautela.
Sentindo a cautela deles, o **Simon** só conseguiu sorrir e assentir, "É verdade, nós estamos só de passagem e queríamos perguntar uma coisa."
Enquanto o **Simon** falava, ele tirou a carteira dele e entregou pra eles. Os dois moradores colocaram com cuidado os peixes que eles tinham se esforçado pra salvar numa sacola e carregaram atrás deles, vigiando o **Simon**.
"O que vocês querem perguntar? A gente não sabe muita coisa, e pode ser que vocês não descubram nada com a gente!" um dos moradores falou, duvidando da capacidade deles de fornecer qualquer informação.
Sem hesitar, o **Simon** enfiou a mão no bolso e tirou uma foto da **Martina**, colocando na frente deles. "Nós estamos procurando uma pessoa na verdade, o nome dela é **Martina Martinez**, e ela se parece com a pessoa nessa foto. Vocês viram ela?"
Ao ouvir as palavras do **Simon**, os dois moradores trocaram um olhar rápido, mostrando instantaneamente uma pitada de conspiração na cara deles. Ficou evidente que eles tinham um plano em mente, e uma aura hostil emanava deles.
Um deles tentou parecer calmo enquanto balançava a cabeça, "Não conheço ela. Nesse lugar pequeno e detonado, se tivesse uma beleza dessas, a gente teria reconhecido ela de cara. A gente nunca viu ela!"
O outro morador se dobrou, agarrando a barriga dele com uma dor evidente. "Ai, minha barriga tá muito ruim. Eu devo ter tido uma intoxicação alimentar hoje. Eu não aguento mais. Se vocês têm alguma coisa pra falar, continuem falando. Eu preciso correr pra casa e cuidar disso!"
O morador exclamou, não dando chance pro **Simon** e pro outro morador responderem, e imediatamente correu pra vila.
O olhar afiado do **Benjamin** caiu na figura que partia, mas ele não conseguiu identificar o que tinha de errado. Era compreensível alguém reagir daquele jeito se estivesse com pressa ou com alguma coisa urgente pra resolver.
Mas ele teve a sensação de que a **Martina** podia estar ali. Se ele perdesse essa oportunidade, ele temia que nunca mais tivesse outra chance de encontrar ela de novo.
Naquele momento, o morador fingiu que tava com dor de barriga e correu rapidinho pra vila, então foi direto pra casa da **Candy**.
De longe, ele viu a **Candy** desenhando círculos no chão na entrada da casa delas.
O morador, recuperando o fôlego, gritou com urgência, "**Candy**! A **Miss Martinez** tá aqui?"
A **Candy** assentiu no começo, então balançou a cabeça e falou, "A **Miss Martinez** saiu e eu não sei quando ela volta. O que foi?"
O homem não teve tempo de explicar muita coisa, só falando pra **Candy** que tinha uma emergência, "Umas pessoas tão com más intenções com a **Miss Martinez**. Corre e encontra ela, fala pra ela se esconder na adega da nossa vila. A não ser que alguém da nossa vila vá procurar ela, ela não pode sair sozinha. Seja rápida!"