Capítulo 23. Observação
William Cavendish, o Duque de Devonshire, já tava tipo resignado com o destino dele nos últimos dias, tipo, aceitando os papéis de marido e irmão com aquela postura de quem tá indo pra forca. Afinal, tá grudado com a prima não era pior que a morte, mas chegava perto.
Só que, quando a Alicia fez o pedido dela meio estranho, a parada desmoronou, e veio um medinho que fez ele se preocupar com a aparência tipo um garoto nervoso antes do primeiro baile. Ele gastou um tempão encarando o espelho, tipo, pra ter certeza de que a gravata tava perfeita, o cabelo tinha aquele estilo bagunçado de propósito e que os lábios tavam rosados (o que ele conseguiu mordendo, discretamente e com um pouco de dor, eles).
Agora, parado na frente da porta do quarto da esposa dele, ele hesitou. A esposa dele, a prima dele, a mulher que agora tinha o nome dele e, em algumas noites combinadas, a cama dele. Ele abriu a porta.
A Alicia, já com a camisola dela – uma parada de renda e seda delicada, cada babado arrumado com cuidado – olhou pra cima do livro. Uma Bíblia, gente. Podia imaginar que a noiva dele ia escolher uma leitura mais animada pra cama de casados. Talvez o Duque não fosse o único resignado com o destino dele.
Ele chegou perto, e ela deixou ele sentar na beira da cama, o que ele fez com mais dificuldade do que na noite de núpcias.
"Alicia", ele começou, a voz meio alta no quarto silencioso.
"Hoje é um dia ímpar", ela lembrou ele, com a voz fria e precisa. "Como combinamos, você pode entrar."
Ah, sim, o combinado. Aquele documento detalhado, negociado, que explicava os termos do casamento deles como se fosse um tratado entre duas nações em guerra. William quase tinha esquecido aquela parte, no meio de tantas outras coisas confusas. Ele tinha imaginado que ia ficar feliz da vida de dividir a cama da Alicia, mesmo que só nos dias ímpares, mas a real era meio… sem graça.
Com ela olhando, ele começou a se despir, colocando cada roupa com muito cuidado na mesinha. Calças, colete, casaco, tudo dobrado com a precisão de um mordomo experiente. Finalmente, ele tirou as meias, e ela se mexeu, abrindo espaço pra ele na cama.
Eles se olharam no brilho suave da luz das velas. O cabelo dourado dela, solto, caía nos ombros como uma cachoeira de seda, emoldurando um rosto de beleza de outro mundo. A pele dela, pálida e luminosa, parecia irradiar um calor jovial que ele quase sentia de onde estava.
Ele entrou embaixo das cobertas, só com a camisa, e puxou o cobertor até o queixo. Se sentia totalmente exposto, mesmo estando mais coberto do que na noite de núpcias.
A Alicia, sempre observadora, notou que o primo dela, o marido dela, o Duque, não parecia nada mais do que um instrumento afinado, um relógio que foi apertado demais. Uma noite perdida, e ele ficava estranho pra caramba. Ele não deu um sorriso, nem um beijo, só uma energia nervosa que parecia vibrar do centro dele.
Ela continuou a estudar ele, o olhar dela fixo no canto afiado do olho dele, no jeito que o lábio de cima curvava como um arco delicado, na cor de uma rosa antes de abrir.
A Alicia pegou o diário dela, e pela primeira vez, não se irritou com a presença dele. Ele, por sua vez, tava ocupado afiando a pena dela, arrumando a mesa de escrita e o papel de filtro com todo cuidado. O olhar dele, no entanto, continuava fixo na pele delicada do pulso dela, na linha elegante do pescoço.
Ele tava, ela percebeu, finalmente começando a entender o verdadeiro significado do comentário dela sobre a "ociosidade" dele.
Ela perguntou sobre os preparativos pra volta pra Londres, sobre arrumar o enxoval dela, e ele respondeu com um ar distraído, com a cabeça claramente em outro lugar. Deu nele, com a força de um soco, que ela nunca ia amar ele. Não do jeito que ele queria tanto.
"William?"
Ela falou o nome dele, mas ele tava perdido na própria viagem, uma tempestade de ansiedades pela metade e coisas esquecidas do acordo pré-nupcial deles. O que ela tinha falado sobre...? Sobre o que, exatamente?
A Alicia cutucou ele de novo. "Vamos parar numa estalagem no caminho, ou talvez possamos ir na frente pra estação de correios e trocar de cavalos lá. O vestido de noiva precisa ser transportado com o maior cuidado, entendeu? Eu prometi mostrar pra Lady Beatrice."
Desde que eles voltaram, ela voltou a chamar ele de Cavendish, uma formalidade que parecia criar uma distância intransponível entre eles. É, foi um hábito difícil de quebrar. O pai dela era um Cavendish, assim como o tio dele. Cada Duque de Devonshire por gerações foi batizado com William, o que fazia com que o nome fosse meio cansativo de usar demais.
"O que você me chamou?" A tristeza dele sumiu, substituída por uma ponta de esperança. Os olhos dele, o azul do céu de verão depois da tempestade, brilharam perceptivelmente.
"William. Aconteceu alguma coisa?"
Ele chegou mais perto, pegando o rosto dela nas mãos, e deu um beijo rápido e casto nos lábios dela. O relógio quebrado, parece, voltou a funcionar.
"Vamos ser apresentados na corte quando voltarmos", a Alicia continuou, mergulhando a pena recém-afiada no tinteiro.
Casais recém-casados tradicionalmente eram apresentados ao monarca. O Rei George III, infelizmente, tava preso na própria casa em um estado, digamos assim, de confusão mental. O Regente e a esposa dele, que tavam separados, quase não se falavam, então a tarefa de receber convidados caiu pra Rainha Charlotte. Uma senhora idosa, com certeza, mas também a madrinha da Alicia, uma conexão que podia ser útil.
"Pode falar de novo?" ele perguntou, com a voz baixa. Ele queria tanto abraçá-la, sentir o calor do corpo dela contra o dele, mas um medo que ainda existia, um medo de irritá-la, impediu ele.
O sorriso dele, no entanto, era incontrolável.
Ela ignorou o pedido dele, preferindo focar no assunto. "Certo. O vestido de marfim, imagino? Pode ter certeza, vou usar azul, como de costume. E a minha espada de vestido, claro."
Ele, na verdade, tava muito curioso sobre o conteúdo do diário dela, especialmente as partes sobre ele, mas a intuição avisou ele que não deviam ser elogiosas.
Ele apoiou o queixo na mão, observando ela com uma expressão de atenção total.
Ele tava sendo incrivelmente tapado hoje. O que tinha acontecido com ele? A Alicia gostava mais dele naquele estado meio filhote, quando ele ia fazer carinho na mão dela e cobrir ela de afeto barulhento. Por que, depois de alguns dias de normalidade relativa, ele tinha voltado pra essa postura estranha e distante?
Depois de terminar a entrada no diário, a Alicia mudou a atenção pra uma carta, com a letra no envelope instantaneamente reconhecível como a da mãe dela, a Duquesa.
"Minha filha querida", dizia a carta, "Se ele disser 'Eu te amo', a resposta educada e apropriada seria 'Eu sei'. É só uma formalidade, entendeu?"
A Alicia olhou pra cima, e o olhar dela encontrou o do William. Ele tava esperando, a expressão dele expectante.
Qual é a parada agora? Ela tinha que fazer algum tipo de ritual noturno antes que ele achasse que tava certo pra dormir?
Cavendish, de novo, perdido nos pensamentos, tentando decifrar o que, se é que tinha, ele fez pra desagradar ela. Ele confirmou que a camisa dele tava limpa. Ele evitou qualquer avanço inadequado. Ele até, a pedido silencioso dela, desembaraçou o cabelo dela da trança.
Ela esticou a mão, pegando o rosto dele, estudando as características dele com um desapego quase clínico.
Os pais dela eram muito bonitos, um fato que, com o tempo, fez com que os padrões de beleza dela fossem exigentes. Só agora, depois de conhecer um monte de gente, que ela percebeu como o primo dela era bonito de verdade.
Ela beijou ele, um ato deliberado, quase experimental. Os lábios dele estavam firmemente fechados, os dentes dele eram uma barreira. Ele ficou surpreso, claramente nervoso, e uma cor rosada subiu no pescoço dele e encheu as orelhas dele com uma tonalidade delicada de rosa.
Então, no momento em que ele começou a responder, a se abrir pra ela, ela se afastou.
Cavendish ficou no vácuo, a mão dele ali, com o coração dele numa bagunça de emoções. Ela tinha beijado ele. E depois tinha recuado.
A Alicia, com os cílios baixos, decidiu adiar a experimentação. O primo dela, parece, não tava pronto pra uma… investigação mais detalhada.
Ele pegou a mão dela, e a voz dele engrossou com uma necessidade repentina e urgente. "Alicia", ele começou, e depois hesitou, sem saber o que dizer.
A Alicia examinou a mão dele, notando as unhas bem cortadas, as pequenas calosidades nas pontas dos dedos, uma prova da paixão dele por armas de fogo.
O olhar dele parecia implorar pra ela, uma pergunta silenciosa no ar: O que eu faço?
Um pensamento repentino e ousado tomou conta da mente da Alicia. Talvez fosse hora de assumir o controle, de abraçar totalmente o poder que ela tinha nesse relacionamento. Só então ela poderia realmente entender, e talvez até aceitar, os desejos que surgiam nela.
Ela sentou, os movimentos dela eram deliberados e graciosos. "Você sempre fala que quer me agradar", ela disse, com a voz suave, mas firme.
"Sim", ele respondeu, lembrando das várias tentativas, muitas vezes extravagantes, que ele tinha feito pra ganhar o favor dela. Ela queria isso de novo? Ou era isso…?
Ele traçou a linha delicada da testa dela, a maçã do rosto dela, a curva dos lábios dela. Cada intimidade física, parecia, era sempre seguida por um período de maior distância emocional.
"Você sente prazer nesses atos?" ela perguntou.
"Sim", ele admitiu, porque era a verdade. Naqueles momentos, quando ela tava perto, aninhada nos braços dele, ela se sentia totalmente e completamente dele.
"Então", ela declarou, com o olhar fixo, "se divirta. Como você fez antes. Quero observar."
Os olhos dele arregalaram de descrença.
Ele entendeu, com uma clareza doentia, o que ela queria dizer.
"Você me viu", ela continuou, com a voz calma e direta. "Eu não te vi."
"Mas…" Os lábios dele se mexeram, formando as palavras com dificuldade. "É indecente." Com certeza ia manchar a visão dela.
"Mas você disse, há alguns dias, que não era vergonhoso."
Ele tinha que provar as próprias palavras. Tremendo, ele se mexeu quando ela puxou o cobertor.
Ela observou as mãos pálidas dele, as mãos de um homem que gostava de sentir uma pistola nas mãos, o peso de um sabre ao lado dele. Ele tirou a luva como se fosse um convite.
Ela se encostou nas almofadas, uma observadora desapegada, uma espectadora em uma apresentação privada e meio estranha.
Ela assistiu quando os olhos dele fecharam, uma pontada de abandono passando pelo rosto dele.
Um estranho senso de diversão, uma emoção de descoberta, passou por ela quando ela observou as reações dele, as mudanças sutis na respiração dele, o jeito que o corpo dele se movia. Ela achou uma certa satisfação em ver as coisas acontecerem de acordo com o plano dela. Como observadora, ela podia aprender muito.
"Eu pareço do mesmo jeito?" ela perguntou, com a voz suave no silêncio do quarto.
Ela notou a vermelhidão no rosto dele, as gotas de suor na testa dele, e… ele ia chorar?
Um estranho senso de satisfação, uma sensação de poder, surgiu dentro dela.
"Alicia, por favor, não olhe pra mim", ele implorou, virando a cabeça, como se quisesse se proteger do olhar dela.
Ela, no entanto, continuou a observar ele com um olhar firme, prestando atenção em cada detalhe.
Quando ela chamou ele de William, ele virou de volta, e os olhos azuis dele brilharam com lágrimas não derramadas.
Ele não se mexeu mais, só levantou a cabeça, implorando silenciosamente pra ela beijá-lo. A respiração dele vinha em respirações irregulares, os lábios dele, tão ansiosos por um beijo um momento atrás, agora tremiam quando ela se afastou.
Ele pegou a mão dela, e ela deixou ele dar uma série de beijos fervorosos no pulso dela, os lábios dele quentes e insistentes contra a pele delicada, os dentes dele roçando suavemente a carne macia.
A Alicia aceitou isso, percebendo que um homem dominado pelo desejo não era uma visão totalmente desagradável. Na verdade, havia uma certa vulnerabilidade, uma necessidade crua, que ela achou estranhamente atraente.
O olhar dele tinha outro tipo de fome agora, um anseio por algo mais do que apenas alívio físico.
Os dedos dela traçaram as linhas do corpo dele, e ela protestou quando ele tentou tirar a camisa, deixando apenas o tronco nu exposto.
Ele sentiu como se ela estivesse tirando as roupas dele, camada por camada, até que não sobrasse nada além do próprio eu cru, exposto.
"Alicia, eu te odeio", ele sussurrou, com a voz grossa com uma mistura de desejo e desespero. Ele queria tanto beijá-la. Mas...
Ela tava quente, quase com febre, enquanto se aproximava dele, com a cabeça inclinada para trás, convidando o beijo dele.
Ele esperou as lágrimas caírem, os olhos dele vermelhos, mas elas não vieram.
Ele sentiu como se ela o tivesse abandonado, só pra ser abraçado de novo.
Os corpos deles pressionados um contra o outro, o cabelo longo dela, uma cortina de seda escondendo a nudez dele.
Ela o segurou perto, o toque dela leve e quase distraído.
Depois de alguns beijos rápidos, a atenção dela vagou, atraída para outras atividades mais analíticas.
Os dedos dela traçaram os contornos da coluna dele, e ela começou a nomear cada vértebra, recitando os nomes em latim com a precisão distante de uma acadêmica.
O toque dela, leve como uma pena, enviou arrepios pela espinha dele, acendendo um fogo dentro dele que era emocionante e aterrorizante.
Ele sentiu como se estivesse no limite de algo profundo, algo que mudaria a vida, e ele não podia impedir.
...
"O que foi?" ela perguntou, com a ponta do dedo traçando a umidade na bochecha dele.
Cavendish olhou fixamente pra parede, os sentidos dele sobrecarregados, a cabeça dele girando. Ele tava sujo.
Ele fungou, e o som contrastava com o silêncio do quarto.
O que eles tinham acabado de fazer?
"Alicia, precisamos conversar…" ele começou, com a voz tensa. Ele precisava dizer pra ela que nem sempre podia satisfazer todos os desejos dela.
Mas então ele viu o sorriso dela, uma expressão rara e radiante que transformou o rosto dela, fazendo com que o cabelo dourado dela parecesse brilhar ainda mais na luz das velas.
Ela pareceu genuinamente feliz.
Ele franziu a testa, e os dedos dele traçaram a curva delicada do olho dela.
Ele não entendia a Alicia.
Uma coisa era certa: um cavalheiro nunca deveria se comportar como ele tinha acabado de fazer, tão vulnerável, tão completamente sob o controle de outra pessoa.
Ele tentou se levantar, recuperar um pouco da compostura, mas ela o segurou firme, e a mão dela tava levemente no peito dele.
Ela se encostou nele, e os dedos dela traçaram os contornos do rosto dele com um toque leve como uma pena.
Então, de repente, ela falou. "Vá tomar banho. Você pode ficar até o amanhecer."
Ela recusou a oferta dele de ajudar, uma mistura de meticulosidade e ternura inesperada no toque dela, enquanto ela tirava uma mecha de cabelo rebelde da testa dele.
Ele lembrou, com uma dor repentina e clara, o pedido apaixonado dele de uma noite anterior. "Alicia", ele tinha dito, "estamos em lua de mel. É perfeitamente aceitável dormir na mesma cama."
Ela tinha recusado, repetidamente, apesar das súplicas mais sinceras dele.
Mas agora, ela tinha dado permissão pra ele ficar até o amanhecer.
Cavendish ficou totalmente confuso.
Quando ele voltou, recém-banhado e um pouco mais calmo, ele encontrou ela encostada na cama, concentrada em um livro, as pernas cruzadas, e a camisola dela caindo ao redor dela em uma poça de seda e renda. A pele dela parecia brilhar com uma luminosidade quase de outro mundo.
Ela instruiu ele a deitar do lado dela, e ele obedeceu, apoiando a cabeça no ombro dela quando ela pediu que ele lesse pra ela.
O livro era uma edição recém-publicada dos Contos de Fadas de Grimm, uma coleção de histórias folclóricas alemãs. Ele leu em voz alta do alemão original, com a voz suave e melodiosa, enquanto ele contava a história de "Bela Adormecida". Ele não sabia o que dizer.
E então, ele beijou a testa dela, e sussurrou: "Eu te amo."
Ele tinha perdoado a Alicia. Ele não conseguia encontrar no coração dele a culpa por nada.
"Eu sei", ela respondeu suavemente.
Ele parou, surpreso. "Você sabe?"
Ela finalmente entendeu ele.
Embora ele não soubesse o motivo.
Juntando tudo, provavelmente foi porque ele se comportou, e não se agarrou a ela.
E… porque ele ouviu ela? Cavendish olhou fixamente para o livro de contos de fadas nas mãos dele.
Um dos maiores dilemas da Alicia tinha sido resolvido.
A confusão anterior dela veio da incapacidade de entender e fornecer ao primo dela o que ele queria.
Ela descobriu que a frase "Eu sei" podia resolver efetivamente qualquer situação.
Eles dormiram nos braços um do outro.
Ele acordou cedo, tomando cuidado pra não incomodá-la. As rotinas deles durante a lua de mel tinham ficado estranhamente invertidas, com ele acordando mais cedo do que nunca.
Ela sabia que ele amava ela.
Ele desembaraçou cuidadosamente o cabelo dourado dela do corpo dele, movendo suavemente a perna dela, que tinha sido colocada sobre a dele. Ele olhou pro rosto dela, notando o penugem delicado que cobria as bochechas dela, a expressão pacífica que ela usava no sono.
Ele observou ela por um longo tempo.
Quando ela finalmente acordou, ele estava na porta, observando ela se vestir com um vestido adornado com bordados de chenille.
Ele conhecia todos os vestidos do guarda-roupa vasto dela. Ela tinha usado uma roupa diferente todos os dias da lua de mel deles.
Ele esperou por ela, mas quando notou as costas dela nuas, ele educadamente desviou o olhar.
Quando eles chegaram à sala de café da manhã, ele tava tão nervoso com os acontecimentos da noite anterior que mal conseguia olhar nos olhos dela.
Ele tava corado, envergonhado, dolorosamente ciente de que a Alicia tinha visto ele completamente exposto, sem qualquer pretensão e dignidade.
Ele queria estar perto dela, mas foi contido por uma mistura potente de vergonha e uma sensação persistente de orgulho ferido.
"Isso é muito cansativo pra você?"
A Alicia, consumindo delicadamente uma porção de vitela, finalmente quebrou o silêncio.
Na mesa dela, ela já tinha dedicado uma nova seção: um registro de observação especificamente para o primo dela, o marido dela.
Ela tava observando ele com detalhes meticulosos.