21
"Senhorita Luana?"
A voz de alguém vindo de trás dela fez Luana virar a cabeça.
A brisa bagunçou o cabelo da mulher, fazendo a juba de Luana se mexer com o vento.
Na verdade, o vento estava tão forte que seu cabelo, que estava molhado quando ela saiu do hotel, agora estava desidratado.
Felizmente, Luana tinha um elástico de cabelo dourado na bolsa transversal, então agora ela podia prender o cabelo em um rabo de cavalo.
"Sim?"
O homem que cumprimentou Luana ali atrás se aproximou com um sorriso radiante no rosto.
Parecia que o homem estava um pouco surpreso porque não esperava se reunir com a mulher que agora estava parada bem na frente dele.
Quanto mais perto a distância entre eles, mais Luana apertava os olhos. Parecia que ela já tinha visto esse homem antes, mas onde?
O homem manteve uma distância segura parando na frente de Luana. Seu sorriso ainda não havia desaparecido quando Luana foi repentinamente sacudida por uma memória.
"Como vai você?" o homem perguntou. "É possível que você ainda se lembre de mim?"
Luana não respondeu imediatamente à pergunta do homem.
Em vez disso, a garota olhou para a direita e para a esquerda, certificando-se de que nem um único par de olhos estava olhando para ela no momento. Claro, exceto pelo par de globos oculares escuros do homem que ainda esperava por sua resposta.
"Sr.... Pedro?" Luana perguntou hesitante.
Pedro Visconde sorriu ainda mais.
"Oh, graças a Deus!" O homem cruzou os braços sobre o peito. "Eu pensei que você poderia ter esquecido, e eu teria ficado muito envergonhado com certeza."
Luana publicou um sorriso no canto dos lábios.
De repente, ela se lembrou de sua conversa com Rey da última vez e das regras que ela tinha que seguir na família Lueic. Mas Rey não disse que dizer olá estava tudo bem?
"O que você está fazendo aqui?" Pedro perguntou desta vez. "Você está planejando velejar?"
Luana não sabia. Rey realmente a trouxe lá para embarcar no navio, ou apenas a convidou para apreciar o cenário no porto? Ou talvez ele pretendesse jogá-la no mar?
Porque uma vez fora do hotel onde eles estavam hospedados, Luana não emitiu nenhum som durante a viagem. Porque Rey manteve distância dela, assim como eles estavam no mesmo carro depois que o casamento improvisado aconteceu.
Ao longo do caminho, Luana apenas olhou pela janela. Rey, ao lado dela, parecia ocupado e imerso no aparelho à sua frente.
"Ah, eu ainda não sei", Luana respondeu honestamente, embora um pouco gaguejando.
Ela voltou a olhar ao redor, mas, novamente, as figuras de Rey e Jovi não apareceram em seus olhos.
"Estou aqui com alguém", Luana continuou quando notou a testa de Pedro enrugar ligeiramente. "E você, o que está fazendo aqui, Sr. Pedro?"
O homem balançou a cabeça vagamente.
Deixando o vento mover a bainha de sua camisa lentamente enquanto ele entrelaçava as mãos atrás da cintura.
"Eu? Não muito específico", ele respondeu. "Eu estava apenas verificando ao redor do porto. Algumas das frotas que atracam aqui pertencem à minha família."
Pedro disse sua frase em um tom muito baixo. Não havia nenhuma implicação de que ele estivesse se gabando de alguma coisa, embora Luana agora inconscientemente arregalasse os olhos.
'Aparentemente, este homem não é um homem comum', ela pensou em silêncio.
"Ah, entendo", disse Luana brevemente.
Prestando atenção a este homem com um olhar firme, Luana simplesmente comparou Pedro e Rey, que havia aparecido recentemente em sua vida.
Rey tinha arrogância e orgulho acima da média, enquanto Pedro parecia tão amigável, embora Luana estivesse certa de que sua família não deveria ser menos respeitada.
Luana não sabia para onde deveria ir. Nesta ocasião, Mare não veio com eles. Apenas três pessoas estavam no carro: Rey, Jovi e ela mesma.
Uma vez no porto, os dois homens desapareceram para dizer algo, deixando Luana em pé olhando ao redor.
Pedro estava prestes a abrir a boca quando o aparelho tocando em seu bolso foi ouvido, quebrando o silêncio.
Sorrindo para Luana e gesticulando para pedir permissão para atender o telefone, Pedro se virou e falou alemão fluente.
Luana não queria ouvir escondido, mas ela ouviu as palavras de Pedro na linha.
"Desculpe, Luana", Pedro se virou novamente. "Acho que tenho que ir agora."
"OK."
Luana acenou com a cabeça, dando ao homem um sorriso não muito amplo.
Ela estava preocupada que alguém estivesse olhando para ela à distância e que seu sorriso muito amplo pudesse fazê-la se envolver em outro problema.
Pedro teve que se apressar, mas o homem agora estendeu seu celular para Luana.
"Posso ter seu número de celular, Srta. Luana?" ele perguntou muito educadamente.
Luana deu um pequeno suspiro.
Ninguém nunca tinha pedido seu número de celular porque ela nunca tinha tido um celular em sua vida.
"Eu não tenho um", Luana respondeu honestamente.
Mais uma vez fazendo Pedro franzir a testa, seguido por um sorriso fraco, como se o que ele acabasse de ouvir fosse uma piada.
Como uma garota nobre como Luana não teria um celular?
A mão de Pedro ainda estava no ar, com um celular na palma da mão.
"É mesmo?" Pedro perguntou para confirmação. "Eu não acho que sim--"
"Apenas ligue para ela no meu número."
Do nada, a voz de outra pessoa interrompeu de repente a conversa deles.
Como um fantasma, Rey já estava lá e parado bem ao lado de Luana.
Enfiando um cartão de visita na frente de Pedro, o homem olhou para Pedro com um olhar bastante afiado.
Pedro desviou o olhar. Encontrando outro homem na frente dele, o homem tentou ler a situação rapidamente.
"Se você precisar falar com ela, basta ligar para o meu celular", Rey repetiu novamente. Mas desta vez com um tom um pouco desdenhoso.
Pedro suspirou enquanto abaixava a mão. Retornando o olhar de Rey para ele, o homem agora se mudou para cumprimentar o cartão de visita apresentado pelo Sr. Lueic.
Olhando para a identidade impressa nele, Pedro Visconde dominou a situação com muito cuidado.
"Prazer em conhecê-lo, Sr. Lueic", disse o homem desta vez. Eles até estenderam a mão para Rey para apertar as mãos do homem.
Rey podia ser ouvido sorrindo no canto dos lábios. Ele realmente não queria receber a mão do homem, mas não era a etiqueta de um nobre recusar assim.
"Prazer em conhecê-lo também, senhor..." Rey deliberadamente pendurou sua frase, mesmo sabendo quem o jovem à frente de sua esposa era agora.
"Pedro Visconde."
"Ah, sim. Sr. Pedro Visconde", continuou Rey.
A saudação durou alguns segundos quando Pedro voltou o olhar para Luana.
"Estou indo, Srta. Luana", disse o homem educadamente. "Até breve, e cuide-se bem."
Luana congelou, sem saber como reagir. Felizmente, Pedro parecia com pressa, pois o homem já havia se virado para se virar para o lado oposto antes que Luana pudesse até responder.
A partida de Pedro deixou Luana e Rey pressionando os lábios com força,momentaneamente perdidos em seus pensamentos.
'Assim como um fantasma', Luana pensou. 'Ele sai do nada e nos surpreende; talvez ele tenha um talento oculto para a adivinhação.'
Ray relaxou a mandíbula, que havia endurecido. Ouvir como o homem claramente chamou Luana de 'Senhorita' na frente dele fez seu humor despencar sem motivo.
'Eu deveria ter dito que ela era minha esposa', Rey disse para si mesmo. 'Droga.'
Luana se virou primeiro, lançando um olhar rápido para Rey, que ainda estava olhando para ela com olhos penetrantes.
"Você está feliz?" o homem zombou em um tom muito esnobe.
Luana franziu a testa, sem entender por que Rey diria algo assim para ela.
O que estava errado desta vez para Rey falar assim? Luana só respondeu de acordo com os fatos em mãos.
"Sim, estou feliz!" Luana não queria ser superada.
A resposta da mulher fez Rey suspirar.
"O que você disse?!" retrucou o homem inconscientemente.
Luana cerrou os punhos com força, reprimindo o aborrecimento que acabava de chegar.
"Compre um celular para mim!" ela gritou pela metade. "Eu vou ligar para aquele cara porque conversar com ele é muito mais divertido do que lidar com você!"
Pisando forte no chão, Luana já havia se virado. Ignorando Rey, que ainda estava parado ali, Luana manteve o ritmo, embora não soubesse para onde ir.
"Nobre louco!" Luana praguejou veementemente. "Por que ele sempre levanta a voz quando fala comigo? Que saco!"
Observando Luana se afastar, o corpo de Rey tremeu suavemente de raiva.
Aquela mulher sabia como aumentar o dial de sua raiva para o nível máximo, e Rey não gostou disso.