51
Luana bufou.
Com uma cara que não era fingimento, a mulher tinha rangido os dentes. Não importava se Rey ia ficar bravo com ela ou não, mas ela tava muito chateada agora.
"Que porra você quer dizer?!" perguntou Luana num tom que ela deliberadamente levantou. Sem saber de onde vinha a força, Luana puxou tão forte no aperto de mão dessa vez que o contato finalmente foi quebrado.
Rey pareceu meio surpreso, mas o cara agora tava tentando explicar.
"Aí, escuta. Parece que essa associação não é boa", disse Rey simplão. Claro que a acusação era infundada, e não tinha nenhuma prova clara.
Sem perceber que tava agindo absurdamente agora, Rey também não entendia porque a presença de Pedro ali o incomodava tanto.
"Eu não quero!" Luana se recusou, quase gritando. "Depois de me mandar contatar Valerie, agora você quer que eu diga que não vou entrar nesse clube, é isso? Falando sério!"
O tom agudo de Luana conseguiu chamar a atenção do nobre, embora Rey soubesse que a mulher podia ficar irritada com o que ele tava fazendo agora.
Os olhos de Rey arregalaram, seguido por um aceno firme depois.
"Sim."
Luana bufou de novo.
"Que bom!" ela disse com o mesmo volume. "Eu não quero. Eu quero entrar nesse clube de qualquer jeito!"
Rey massageou as têmporas lentamente, sem esperar que uma Luana que tinha sido muito gentil e obediente de repente discutisse com ele. Não só a expressão no rosto da mulher era claramente irritada, mas Luana também estava rangendo os dentes impacientemente.
Ela franziu a testa, mesmo agora a garota petite estava encolhendo a cintura bem na frente de Rey.
Presta atenção nisso. Cintura franzida, como se estivesse convidando para um duelo.
"Você não precisa discutir, Luana", disse Rey no mesmo tom. Firme, e parecia que ela não tinha intenção de mudar essa decisão. "Eu decido se você pode entrar no clube ou não. E para essa associação, eu não vou te permitir entrar. Nesse ponto, você entendeu?"
Luana sorriu levemente, suspirando involuntariamente enquanto fazia um som que parecia diferente aos ouvidos de Rey.
Aquele suspiro, parecia... ah, deixa pra lá.
Luana pareceu pensar por um tempo, quando Rey pensou que isso ia ser fácil pra ela. A Luana não tinha feito tudo bem até a última vez? A mulher não discutia, e ela era bem submissa a tudo que Rey pedia.
Sorindo brevemente, o nobre sentiu que tinha ganhado a conversa como sempre. Ela estava prestes a pegar na maçaneta da porta do carro, mas aconteceu que Luana não tinha planos de sair dali.
"Não!" exclamou Madame Lueic enquanto sua mão segurava o braço forte de Rey.
De novo como um choque elétrico, Rey sentiu a superfície lisa da pele da mulher quando ela pousou bem em cima da dele. Como se estivesse enviando sinais numa frequência que ele não conseguia entender, seu coração agora estava bombeando sangue mais rápido que seu ritmo normal.
"Eu não quero!" Luana esclareceu. Corrigindo sua posição, a mulher agora deu dois passos para falar mais perto do nobre.
"Eu ainda quero entrar nessa associação", insistiu Luana. "Deixa eu te perguntar agora, quem me mandou me inscrever no clube? Foi você! Eu até esqueci o cartão de visitas que Rouletta me deu, mas você me mandou contatá-la!"
"Eu sei, mas..."
"Então por que você mudou de ideia agora?" Luana interrompeu rapidamente. Não querendo que Rey a armasse ainda mais, Luana também queria fazê-lo saber que ela também podia tomar uma decisão.
Rey ficou em silêncio, com sua mandíbula também começando a endurecer. A mão de Luana ainda estava na dele, agora os olhos de Rey estavam de volta no olhar de Luana.
"Não há nenhuma razão", disse o nobre evasivamente. Ele não podia dizer que se sentia desconfortável porque Pedro estava lá, podia? Afinal, essa era realmente a razão?
Parecendo atordoada novamente, Luana balançou a cabeça.
"O que você disse?" ela perguntou com um olhar atento.
Luana realmente tinha deixado toda a decência para trás, pois sua irritação agora ordenou que sua mão desse uma beliscada forte na mão do nobre.
Surpreso com o movimento repentino da mão de Luana, Rey estremeceu enquanto saboreava a dor da beliscada profunda.
"Arrgh! Ei, o que você tá..."
"Sente!" rosnou Luana irritada. Sua alma bárbara estava lutando, sendo muito preguiçosa para lidar com a atitude mole que Rey mostrou naquela tarde.
"Eu não aceito nenhuma desculpa", continuou Luana firmemente dessa vez. Seus olhos ainda estavam afiados, com uma expressão que não tinha mudado. "De qualquer forma, eu quero entrar nessa associação. De quem é a culpa que você me pediu para ter uma associação, hein? Foi bom que eu fiz tricô em casa e terminei meu lenço, mas você insistiu que eu saísse com os outros. Agora, quando eu quero ser amiga de Valerie, você se intromete. Que diabos você estava pensando?"
Luana percebeu que a forma como ela falou com esse nobre teria sido suficiente para fazê-lo ser severamente punido, se apenas Rey soubesse que seu status não passava de uma serva comum.
Mas como ela estava vivendo a vida de uma nobre de alto nível, ninguém ousaria puni-la por isso.
Exceto Rey, claro.