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Luana tinha acabado de sair do banheiro quando Rey apareceu, encostado na cabeceira da cama. Usando uma camiseta que grudava no corpo dele, o homem balançava ocasionalmente as duas pernas esticadas para a frente.
Algo que o nobre estava segurando fez Luana juntar os cantos dos lábios para formar um sorriso enquanto seus passos se aproximavam do mesmo lugar.
O cabelo de Dona Luana não estava completamente seco, e o olhar de Rey para ela fez a mulher sorrir ainda mais.
"Não se cansa de olhar para ele?" Subindo na cama deles, que era grande, Luana puxou a coberta e se inclinou, assim como Rey. "Você está tão feliz, Rey?"
Rey realmente não conseguia esconder a sensação de empolgação que o cercava. Além disso, ele não conseguia tirar os olhos do único objeto que estava segurando.
Na verdade, era apenas um pedaço de papel, mas significava muito para Rey.
"Vem cá, Luana."
Esticando os braços para que sua esposa entrasse em seu abraço, Rey deu um beijo em sua testa.
"Parece que, mesmo que eu olhe para ele por 24 horas, nunca vou ficar entediado. Sabe de uma coisa, amor, tudo isso parece irreal. Olha, como esse pontinho pode ser um bebê?" Rey parecia feliz em tagarelar naquela noite.
Luana riu, sentindo-se feliz com a atmosfera que agora envolvia o quarto deles. O casal estava realmente cheio de uma felicidade incomparável, especialmente depois que ambos fizeram um exame de gravidez naquela tarde.
E os resultados da ultrassonografia fornecidos pela doutora Nalini Prachatery realmente chocaram Rey. Foi a primeira vez que Rey viu essas coisas, e a expressão do nobre dizia tudo.
"Eu fiquei muito feliz quando ouvi a doutora Nalini dizer que você e nosso filho estão bem." Rey disse em um tom de voz cheio de felicidade. "Olha, Luana. Este é o nosso filho."
Apontando para o pequeno papel quadrado, Rey então esculpiu um grande sorriso. "Eu não sei, mas é realmente ótimo saber que vamos ter um filho. Nossa carne e sangue, a prova do nosso amor."
Luana apontou a conta na mesma direção, agora observando como o pequeno papel balançava suavemente na mão de seu marido.
Era assim que se sentia, sentir uma felicidade que as palavras não podiam expressar.
A consulta de Luana naquela tarde pode-se dizer que correu muito bem. O encontro que Rey marcou com a doutora Nalini, fez com que o homem e sua esposa se encontrassem com o futuro filho pela primeira vez.
A simpatia da doutora Nalini não era apenas fruto da imaginação, e foi realmente o que fez a médica de ascendência indiana-europeia se tornar uma das médicas com mais pacientes em Munique.
"Eu também sou grata por isso, Rey", disse Luana enquanto passava a palma da mão pelo peito de Rey. "Embora esta seja minha primeira experiência, sou grata ao nosso filho por não me dar um momento difícil."
Rey parecia feliz, que desta vez se moveu para mudar de posição e se inclinar mais para Luana. Colocando as mãos firmes em sua barriga, ele mergulhou os dedos para passear dentro de sua camisola.
"Você é um bom menino, bebezinho", disse Rey como se estivesse sussurrando para seu futuro filho. "Cresça bem na barriga da sua mãe. Não dê trabalho para sua mãe, ok? Papai mal pode esperar para te conhecer, mesmo que você seja apenas uma manchinha."
A risada de Luana ecoou, meio envergonhada e meio assustada observando como Rey acabara de se comportar. Não sei para onde foi a imagem fria e autoritária de Rey Lueic, porque naquela noite ele realmente conversou muito e agiu doce como se não fosse ele.
fregando a barriga de Luana, que ainda parecia lisa, Rey sorriu novamente. Inclinando-se para agora descobrir a blusa dela, Rey beijou profundamente a pele lisa de sua esposa.
"Boa noite, bebezinho", ele murmurou suavemente.
Algo que agora atordoou Luana, pois ela viu como Rey cuidava do filho, mesmo que não fosse hora de se encontrar.
Inclinando a cabeça na barriga de Luana, Rey parecia estar entregando o bebê para dormir primeiro. A mão de Luana no cabelo do homem acompanhou como Rey parecia gostar do que estava fazendo, antes que o homem se sentasse novamente.
"Querida, você se lembra que ainda me deve algo?"
Luana ergueu uma sobrancelha, manteve o sorriso e agora fez uma cara de fingida ignorância. Inocente, que de alguma forma até parecia tão linda e charmosa.
"Eu? O que eu te devo?"
Rey se moveu rapidamente para depositar a ultrassonografia na mesa de cabeceira e se reposicionou para encarar sua esposa.
"Seu segredo", lembrou o homem. "Você se lembra? Prometemos compartilhar nossos segredos. Desta vez, é sua vez de contar, ok?"
A tentativa de Luana de fingir que não se lembrava fracassou miseravelmente, porque os olhos que Rey lançou sobre ela não conseguiam mais torná-la evasiva.
Porque o que o nobre disse era verdade, e o fato de que Luana ainda devia um segredo ao marido não podia ser negado. Inevitavelmente, ela teve que revezar contando o segredo sobre sua vida antes disso.
A vida que ela viveu sozinha, muito antes de conhecer e fazer amor com Rey.
"Ah, esse segredo...", ela murmurou suavemente. "Você tem certeza de que quer ouvir?"
Rey já parecia interessado, pois há muito tempo queria ouvir como Luana vivia antes de estar com ela.
"Desta vez serei o ouvinte", disse Rey com entusiasmo. "Conte-me seu segredo, sobre como você vivia antes de nos conhecermos, Luana."
Luana sorriu brevemente, seguida por uma longa respiração para preencher a cavidade torácica. Essa conversa provavelmente levaria um tempo, mas ela estava pronta para revelar como tinha sido sua vida.
"Eu cresci sem saber quem eram meus pais, Rey."
Uma abertura bem interessante para a história, não é?