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Rey ficou sem palavras.
Por uns segundos, o cara só conseguiu ficar parado, com os olhos que nem piscavam. O que ele tinha acabado de ouvir não parecia real, e por isso ele agora tentava abrir os lábios pra sussurrar alguma coisa.
Bem devagar.
"Nosso... filho?" ela perguntou hesitante. "Eu ouvi errado, Luana?"
Luana não sabia como Rey ia reagir a essa parada. O fato de ela também ter ficado chocada ao encontrar duas listras no teste de gravidez, fez ela se perguntar se devia ser honesta ou não.
Luana pensou rapidinho, essa notícia ia ser bem recebida pelo Rey? Ou o cara nem quer um filho de jeito nenhum? Principalmente agora, o clima tá mega complicado porque a Beatriz apareceu sem ser convidada.
É tipo um mistério.
Mas a conversa com o Jovi essa tarde e as várias coisas que o Rey tinha falado pra ela ultimamente, finalmente levaram a Luana a tomar uma decisão importante. Ela ia contar pro Rey, ia avisar que ela tava grávida agora.
O filho do Rey. O filho deles.
Balançando a cabeça meio que sim, a Luana colocou um sorriso no canto dos lábios. Os olhos dela brilharam.
"Eu... estou grávida, Rey."
O Rey quase caiu pra trás, na moral. Parecia que o mundo parou de girar naquele exato segundo, porque o universo inteiro tava do lado dele. A língua do cara paralisou, sem conseguir se mexer por uns momentos.
A Luana esfregou a cara do marido dela, o marido dela por lei. Com jeitinho, ela se inclinou pra dar outro beijo nos lábios dele. "Eu estou grávida."
O Rey de verdade não sabia se gritava ou desmaiava, porque o corpo dele tava parecendo que ia voar. Ele não podia pedir mais nada, ele realmente não podia pedir mais.
"Luana," os lábios de um cara tremeram enquanto ele falava o nome da esposa dele, o amor da vida dele. "Eu... vou ser pai?"
A Luana deu uma risadinha. "Claro."
"Meu Deus!" Rey finalmente exclamou com toda a força dele. "Sim! Meu Deus, isso é um presentão! É um presente, Luana! Eu vou ser pai! Pai!"
Repetidamente, o Rey fez o gesto de 'sim' com as mãos dele, deixando a voz marcante dele ecoar por todo o quarto que a Luana tava. Expressando uma sensação de felicidade e gratidão que ele não conseguia segurar, o cara virou de volta pra encarar a Luana que ainda tava olhando com risadas nos lábios.
Tinha umas lágrimas se acumulando no olho da Luana, que caíram no momento em que o Rey abraçou ela forte agora. O cara puxou a esposa dele pra um abraço quentinho, esfregando as costas da Luana com movimentos bem suaves.
"Obrigado, Luana," ele sussurrou baixinho. "Obrigado por estar carregando nosso filho, amor. Obrigado."
O corpo da Luana tremeu tão suavemente que o Rey quebrou o abraço devagar e olhou pra cara corada da Luana com os olhos arregalados.
"E aí."
"Eu não esperava que você fosse reagir tão bem," a Luana falou enquanto os dedos do Rey roçavam na bochecha dela. Os olhares deles se encontraram, com as íris azuis do Rey fixas na mulher. Estavam meio lacrimejantes, apesar de ela não ter chorado.
"Eu não sabia como lidar com isso no começo," a Luana falou de novo, deixando sair tudo que ela tava segurando nesses últimos dias. "Eu não sabia que você ia ficar tão feliz."
O Rey sorriu largamente, cheio de felicidade. Ter a Luana sozinha já era o suficiente pra ele, mas olha como o universo agora tinha confiado outra pessoa pra ser a ligação de amor entre eles. O Rey sentiu de verdade que a vida dele tava abençoada. Perder a noiva que manchou o nome dele tinha, na real, levado ele a um ponto de felicidade que era bem mais do que ele esperava.
"Eu te amo, Luana," o Rey falou baixinho. "Olha pra mim, e encontra teu reflexo nos meus olhos. Consegue ver? Eu te amo, e mesmo agora eu amo nosso filho."
A Luana se perguntou se ela era uma heroína na vida passada dele, porque tudo que tava acontecendo agora era algo que ela nunca esperou. Lá no fundo, ela tava super grata.
Ela se sentiu valorizada, ela se sentiu amada. Ela realmente não precisava de mais nada, ela só queria estar com o Rey. Só uma vez na vida dela, a Luana queria ser gananciosa. Ela queria ter aquele cara, ela queria que só ela fosse a mulher pra aquele cara.
Os soluços da Luana ficaram mais altos, mas dessa vez não eram lágrimas de tristeza, mas lágrimas de felicidade. O Rey segurou a esposa dele de novo, completamente sem conseguir falar nada por uns momentos. Deixando a Luana encostar a cabeça no peito largo dele, o Rey tava fazendo uma promessa pra si mesmo.
"Eu não vou deixar você se machucar, Luana, eu prometo," ele sussurrou. Preciso, e cheio de convicção. "Quanto ao nosso filho, eu vou arriscar minha vida pelos dois. Agora, nada é mais importante do que nossa pequena família."
A Luana sentiu um calor quando ouviu cada palavra que saiu dos lábios do Rey. Um nobre que ela nem podia tocar, tava agora bem pertinho nos braços dela.
O cara dela. Dela. O marido dela. O pai do filho dela.
Desfazendo o abraço devagar, a Luana deixou o Rey olhar pra baixo pra encostar nos lábios dela que tavam meio molhados de lágrimas. O encontro dos dois lábios fez eles sentirem que se pertenciam, não importa o que acontecesse depois.
A Luana fechou os olhos enquanto o Rey dominava o abraço, fazendo a mulher se expandir devagar nos braços do marido dela. A paixão e o amor com certeza encheram o quarto do hotel, com o cheiro de lavanda que dava pra sentir de leve nos dois sentidos deles.
Terminando aquela primeira passada, o nobre olhou com amor pra esposa dele.
"Você não sente nada?" ele perguntou baixinho.
As bochechas da Luana ficaram vermelhas, tipo tomate. "Sentir o quê?" ela perguntou tímida.
O Rey cheirou a área do braço dele, alternando no direito e no esquerdo. O suor ainda deixou uma coisa pegajosa no corpo dele, e agora ele sabia o que fazer.
"Eu tô suado," o Rey falou com uma piscadinha maliciosa. "Toma um banho comigo, amor?"
A Luana não conseguiu evitar de corar. Principalmente agora que as mãos fortes do Rey já estavam se mexendo por aí e deslizando pra dentro da camiseta que ela tava usando.
O toque entre a pele com certeza despertou uma parada que tava bem guardada. A mão do Rey parou bem na frente da barriga chapada da Luana, daí esfregou a superfície com jeitinho. Os olhares deles ainda tavam fixos, serenos.
"Deixa eu dar um oi," o Rey sussurrou sedutor. A mão do cara segurou a barriga da Luana, o que causou uma sensação de cócegas que fez a Luana dar uma risadinha.
"Dar oi como?"
O Rey colocou um sorriso que era metade cheio de paixão, quando agora a mão (safada) se mexeu devagar pra deslizar pra dentro da calça casual da Luana. Fazendo o corpo da Luana se tensionar involuntariamente, com as costas dela torcendo de leve.
"R-Rey."
"Desse jeito, amor," o Rey sussurrou impaciente. Brincando com as mãos dele ali embaixo, o Rey curtiu como a Luana começou a amolecer nos braços dele.
"Para-"
"Ah, qual é, eu não aguento mais."