Capítulo 9
Coincidentemente, meus pais iam fazer uma viagem a trabalho naquela sexta-feira. Agora que esse problema está riscado, a próxima parada é como diabos eu vou sobreviver a essa festa?
Adam ia me buscar às 6 e me levar para casa a qualquer hora que fosse. Então aqui estou eu, com minha camiseta gigante de sempre e calças largas, esperando na minha porta o Adam vir me buscar.
O som de um motor ficou mais alto quando se aproximou e eu levantei da minha posição sentada até os portões e abri-os um pouco para que eu pudesse sair. Depois de ter certeza de que estavam trancados, virei-me para encarar o Adam que estava sentado em sua moto que, tenho que admitir, parece incrível, talvez um pouco melhor que meu xodó.
Ah, quem eu estou enganando, nada é mais bonito que meu xodó.
"Então, você vai subir ou temos que passar pela fase 'De jeito nenhum eu vou montar naquela armadilha mortal'?" Ele tentou me zombar com uma voz aguda. Eu zombo dele e pego o capacete que ele me ofereceu antes de colocá-lo.
Eu montei na moto atrás dele sem hesitar. Ele me observou com um sorriso meio divertido, meio impressionado
"Talvez queira se segurar, querida." Ele me disse enquanto seu pé chutava o descanso e ligava o motor novamente. Quando eu não me movi, ele riu mais uma vez antes que suas mãos se enrolassem atrás dele e pegassem minhas mãos, guiando-as para circular sua cintura e eu decidi deixá-lo se divertir por um tempo.
No minuto em que ele as tirou e começou a acelerar, tirei as mãos da cintura dele e me agarrei aos seus ombros. A última pessoa em que eu circulei as mãos foi meu vovô quando eu tinha 10 anos e eu certamente não daria esse privilégio a esse pirralho irritante.
Quando chegamos, a festa estava bombando e estava lotada até a borda. Um casal estava se agarrando nos degraus, então, quando finalmente descemos da moto e fomos para a entrada, não tivemos escolha a não ser interferir na sessão de pegação deles.
Adam agarrou a parte de trás da camisa do cara, forçando-os a se separarem e quando o cara virou a cabeça para o Adam, sua carranca desapareceu e um sorriso enorme explodiu. Adam espelhou sua expressão antes de fazer aquele aperto de mão que meu irmão me ensinou há tantos anos.
Eu me virei para a garota que estava boquiaberta para mim. Ela parecia meio familiar de alguma forma. Antes que tudo ficasse claro, ela se jogou em mim e me abraçou como se sua vida dependesse disso, tudo isso me pegando de surpresa e me fazendo tropeçar um pouco, mas finalmente me segurei nela e recuperei o equilíbrio
"Case!" Ela gritou e eu não consegui evitar um sorriso com a voz.
"Monic, o que você está fazendo aqui?" exclamei. Ela riu e pareceu envergonhada antes de apontar para o cara ao lado do Adam que estava olhando para a cena que acontecia como se fosse um filme.
"Então, vocês se conhecem?" O amigo do Adam perguntou.
"E você é?" Eu questionei de volta enquanto estreitava meus olhos em uma fenda.
"Eu sou o namorado dela." Ele respondeu.
"Eu sou a irmã mais velha dela." Eu respondi, não gostando de como ele conhece o Adam e está namorando a Monic.
"Prima mais velha," corrigiu Monic.
"É a mesma coisa!" Eu argumentei.
"De qualquer forma, quem é esse cara?" Monic apontou para o Adam.
"Ele é meu melhor amigo desde as fraldas. Monic, Adam. Adam, Monic." Ele os apresentou e de repente os dois olharam para o Adam e para mim expectantes.
"O quê?" Eu perguntei.
"Vocês estão juntos?" Monic expressou seus pensamentos com as sobrancelhas levantadas.
"Sim."
"Não."
Eu olhei para o Adam. "De jeito nenhum que eu seria vista morta como sua namorada."
Adam me olhou de forma desafiadora e eu o encarei. "E por que não?"
Eu pude dizer que ele estava segurando um sorriso pela maneira como as extremidades de seus lábios se contraíram ligeiramente de forma divertida, fazendo-me estreitar os olhos para ele.
Eu dei um passo em sua direção antes de empurrá-lo pelo peito com o dedo. "Porque", empurrão, "você é", empurrão, "um", empurrão, "cabeça de merda (do Merlin, série de TV)", empurrão. "E além disso, você não me pediu em namoro." Eu dei um passo para trás com um encolher de ombros.
"Isso pode ser arranjado", ele disse casualmente, caminhando em minha direção, ele olhou em meus olhos e perguntou suavemente: "Cassandra, você quer ser minha namorada?"
Eu fingi gritar e pulei para cima e para baixo antes de parar e deixei meu rosto ficar duro antes de responder com um curto, "Não."
Monic e seu namorado riram. "Eu gosto dela." Ele afirmou.
Meu olhar se voltou para ele, finalmente lembrando que eu tenho um assunto inacabado com ele e eu andei em sua direção enquanto ele engolia em seco, seu rosto perdendo a cor. Eu segurei sua camisa antes de colocar meu rosto perigosamente perto do dele.
"E você. Estou te dizendo agora. Machuque minha irmãzinha e suas bolas estarão em jogo. Então certifique-se de que ela não venha até mim chorando sobre como você a traiu ou brincou com os sentimentos dela ou eu vou te caçar e te matar enquanto você dorme. Marque minhas palavras." Minha voz era suave, mas firme, para que só ele pudesse ouvir. Então eu soltei meu aperto nele e dei um passo para trás, colocando um sorriso doce no rosto e perguntei a ele mais uma vez, "Capiché?"
Ele assentiu freneticamente com os olhos arregalados, parecendo aterrorizado com minha rápida mudança de humor antes de se aproximar da Monic e beijar o topo da cabeça dela profusamente. Monic riu dele e o empurrou para longe. Eu pisquei para ela e sorri, enquanto ela simplesmente sorria para mim.
Adam pegou minha mão, eu olhei para ela, mas ele não parecia que iria soltá-la tão cedo, então eu deixei ele me guiar pela casa enorme. Algumas pessoas me encararam, provavelmente por causa das minhas roupas, mas eu as ignorei como a praga e continuei a me aventurar pelas multidões como uma aberração alheia.
Monic e seu namorado nos seguiram enquanto íamos para a cozinha pegar algumas bebidas.
Eu estava tão focada em olhar para a pista de dança com desgosto, sentindo meu estômago revirar de repulsa, onde as pessoas estavam praticamente se esfregando que eu não olhei para onde estava indo até que esbarrei em alguém e líquido respingou na minha camisa. Eu gemi de aborrecimento.
"Olha o que você fez!" Uma voz gritou. Ah, inferno, não. Por que a realidade tem que me odiar tanto?