Capítulo 110
Van pegou na mão dela de leve, levando-a pela sala de estar espaçosa e abrindo as portas de vidro para o quintal.
O quintal também era enorme, mostrando paisagens naturais que iam de prados selvagens a caminhos rochosos e matas densas. Um riacho sinuoso cortava o jardim, e quando a névoa da noite engrossou, uma tênue névoa azul pairava sobre a água. Uma canoa descansava silenciosamente na costa.
A luz do luar banhava a cena, e de um canto do quintal, um cavalinho saltou em direção a eles com passos leves e rápidos. Sua pelagem era de um castanho profundo, lisa e brilhante, mas sua crina tinha uma cor dourada marcante - fina e fofa, balançando na brisa e brilhando fracamente sob o luar.
Winnie, sem querer, prendeu a respiração, seus olhos arregalados e sua mão cobrindo levemente a boca enquanto ela olhava com admiração para o cavalinho.
Ele trotou até ela, suas pernas esguias se movendo graciosamente como se estivesse deslizando sobre as nuvens. Quando seus cascos tocaram o chão, eles fizeram um som nítido. O cavalo parou, exalou suavemente e levantou a cabeça para olhar para ela com olhos grandes e expressivos, cheios de uma mistura de curiosidade e inteligência.
Era notavelmente pequeno, medindo cerca de 1,2 metros de altura - mais ou menos na cintura de Winnie.
"Ainda não tem nome. Como você quer chamar ele?" Van perguntou, segurando suas rédeas suavemente.
"Cavalinho?" Winnie sugeriu hesitante.
Van riu. "Esse tipo de cavalo é conhecido internacionalmente como 'pônei'. Chamá-lo de 'Cavalinho' é como chamar um cachorro de 'Cachorro'."
Winnie coçou a cabeça levemente, pensando por um momento. De repente, ela disse: "Rich!"
Van não conseguiu evitar rir. "Hum, tudo bem."
"Posso fazer carinho nele? Ele vai me chutar?" Winnie perguntou, com um toque de preocupação na voz.
"Não vai, ele é muito gentil, e sua linhagem é pura", explicou Van.
Este pônei foi especialmente escolhido por ele em um rancho real britânico. Ele providenciou um avião particular para buscá-lo, e levou um tempo considerável para passar pela alfândega, até usando suas conexões para garantir que chegasse a tempo para o aniversário dela.
"O pônei já se adaptou aqui há alguns dias, os dias de aclimatação já passaram", acrescentou Van.
Ela abaixou a cabeça, envolvendo suavemente os braços em volta do pescoço do pônei. "Rich, espero que você cresça rápido."
"Ele vai ficar desse tamanho para sempre, não vai crescer mais", Van interrompeu sua fantasia.
"Sério?" Winnie fez uma pausa, olhando atentamente para o pônei. "Ele é tão fofo..."
Ela o abraçou com mais força. O pônei pareceu sentir-se apertado e começou a lutar suavemente.
O tamanho do pônei era ainda menor que metade do comprimento da saia dela.
"Mas eu não tenho um quintal tão grande, e não há ninguém para cuidar dele", disse ela, seu tom carregando um pouco de frustração.
"Você pode deixá-lo aqui comigo", respondeu Van calmamente.
Winnie ficou ligeiramente chocada. "Isso não é meu presente?"
"É seu presente, mas eu vou cuidar dele para você. Sempre que você quiser vê-lo, pode vir aqui e passar um tempo com ele", disse Van, olhando para ela gentilmente.
Winnie piscou, sentindo-se um pouco perdida, seu estado meio bêbado nublando seus pensamentos. Parecia que ela havia caído em algum tipo de armadilha, mas não conseguia entender o que estava errado.
"Claro, você também pode escolher levá-lo de volta com você, e eu providenciarei para que alguém cuide dele. Sua casa de mais de 300 metros quadrados pode ser um pouco pequena para ele. Pode não ter estado em um lugar tão estreito antes, mas deve ser bom andar por aí lá embaixo", disse Van levemente.
Winnie olhou para o pônei, depois para Van, com os olhos cheios de confusão.
"O que foi? Isso não está bom? Ou... você gostaria que eu comprasse uma casa maior para você?" Van perguntou com uma risada leve.
Winnie balançou a cabeça, sentindo-se um pouco confusa, mas incapaz de recusar.
Ela abaixou a cabeça e sorriu. "Posso montar nele?"
"Se você tivesse dez anos, então sim", provocou Van.
"Então, o que posso fazer?" Winnie perguntou curiosa.
"Brincar com ele, ver ele crescer", disse Van suavemente.
"Quantos anos ele pode viver?" Winnie continuou perguntando.
O olhar de Van suavizou, e ele respondeu calmamente: "Se tudo correr bem, ele pode viver por quarenta anos; se não, talvez apenas uma década ou mais."