Capítulo 86
Quando a Winnie acabou o banho e voltou, o quarto tava meio escuro. Ela foi pro lado da cama do Van, se abaixou e botou as mãos nos joelhos, olhando pra ele no brilho fraco. As feições dele eram tipo... marcantes, o perfil dele bem definido.
Sem avisar, os olhos do Van abriram. Ele pegou no braço dela e, numa tacada só, puxou ela pra cima e pro abraço dele.
Um gemido suave escapou dos lábios da Winnie. A seda fina do pijama dela não protegia quase nada, e ela sentia o calor do corpo dele grudado no dela. O coração dela tava batendo forte, parecia que ia explodir.
O gemido fez a respiração do Van falhar, e ele não conseguiu mais se segurar, puxando a Winnie pra um beijo profundo enquanto a outra mão dele começava a fazer carinho no peito dela. Os dedos do Van apertavam de leve, provocando os mamilos dela. Ele beijou ela da boca pro pescoço, do pescoço pra clavícula. Indo mais pra baixo, os beijos pararam, a respiração dele pausou, mas o calor continuou, queimando na pele delicada dela.
Sem aguentar a respiração quente pairando em cima dela, o corpo da Winnie tremeu um pouco. Ela tava tão nervosa.
Ela se aninhou nos braços do Van, os punhos pequenos batendo de leve no peito dele, em protesto silencioso. Os olhos dela estavam bem fechados, lágrimas escorrendo, passando pelas têmporas molhadas de suor.
Os dedos do Van já tinham chegado na parte de baixo dela, ficando lá por muito tempo, as pontas dos dedos dele meio enrugadas e pálidas. Vendo a cara teimosa, mas frágil, da Winnie, o Van ficou ainda mais travesso, abaixando a cabeça pra enterrar entre as pernas dela. A língua quente dele lambeu a área macia, água escorrendo sem parar; ela era feita mesmo de água. Com o grito da Winnie, um monte de líquido começou a jorrar.
O Van levantou a cabeça; a Winnie já tinha se acalmado, mas o rosto dela tava marcado pelas lágrimas, olhando pro Van com pena. Ele beijou a ponta do nariz dela e sussurrou na luz, "Por que você tá com essa cara de coitadinha, hein?"
Só então a Winnie criou coragem pra abrir os cílios molhados, com os efeitos ainda ecoando dentro do corpo dela, tipo ondas.
Sem aguentar ela olhando pra ele daquele jeito, o Van abraçou ela totalmente nos braços, lambendo a orelha dela, falando, "Tão docinha."
Do lado de fora do vidro, o céu e o mar tavam escuros, a Winnie sentada no colo do Van, encostada no ombro dele. Eles mal conseguiam trocar palavras antes do homem beijar ela de novo.
"Passa um tempo com a Becca amanhã. Não fica muito na tua, ela é bem legal. Ela já viu seus filmes e vai cuidar bem de você."
"E você?"
"Tenho umas coisas pra resolver."
A Winnie balançou a cabeça, sentindo uma mistura de alívio, uma pontada de decepção e compreensão. Saindo do colo dele, ela tentou manter o tom leve, "Cara ocupado. Você devia descansar um pouco."
O Van de repente puxou ela pros braços, envolvendo ela num abraço por trás. "Se não fosse por causa do trabalho, eu queria estar com você todo dia."
"Eu também tenho trabalho." A Winnie levantou a cabeça séria e olhou pra ele. "Sr. Marlowe, eu tenho minha própria carreira. Eu também tô ocupada."
O Van ficou um pouco chocado, mas logo balançou a cabeça. "Desculpa, esqueci. Você é uma estrela e tem suas próprias conquistas."
"Conquistas não são muita coisa." A Winnie sorriu. "Você nem me reconheceu na primeira vez que a gente se viu."
O Van congelou, o olhar dele escurecendo um pouco. A Winnie se virou e ficou de costas pra ele. "A gente só se conhece há um mês."
O Van fez uma pausa, a voz dele grave: "Winnie, um mês é só o tempo que você me conhece, mas eu te conheço há um tempo."
Surpresa, a Winnie perguntou: "Você me conhece há muito tempo?"
"Sim." Os olhos do Van amoleceram com uma ternura indescritível. "A primeira vez que eu ouvi seu nome foi por causa do Terry."
Os olhos da Winnie arregalaram um pouco, e um sorriso involuntário curvou os lábios dela. "Terry?"
O Van balançou a cabeça e lembrou: "Na primavera passada, o Terry passou o Ano Novo com a gente em Las Vegas. Ele mencionou que na primeira vez que ele visitou a casa do Stephan, eles beberam vinho quente à noite. Ele disse que tinha um gosto melhor do que o vinho quente que você fez."
A Winnie congelou, surpresa que o Terry tinha falado dela daquele jeito.
"Aquele Terry chato", ela murmurou baixinho. "Falando que meu vinho quente não tava bom."
Os lábios do Van se curvaram num sorriso fraco, os olhos dele mostrando um significado mais profundo. "Quando ele disse isso, ele não fazia ideia que por trás do vinho quente, já existia uma conexão entre você e eu."
A Winnie ficou em silêncio, as emoções dela fervilhando com complexidade.
"E… qual foi seu segundo pensamento?" ela perguntou, curiosa.
O Van hesitou um pouco, o tom dele suavizando. "Meu segundo pensamento? Percebi imediatamente que te conhecer era inevitável."
A Winnie piscou surpresa. "Como você podia saber disso?"
O olhar profundo do Van encontrou o dela. "Se esse encontro não tivesse acontecido, teria tido outra oportunidade. Você tava destinada a aparecer no meu mundo."
A Winnie ficou sem palavras, uma onda sutil percorrendo o coração dela. Ela pareceu sentir o peso da determinação e da resolução silenciosa do Van.
Na noite seguinte, a Winnie finalmente entendeu por que o Van tinha mandado ela voltar pro país dela mais cedo. A agenda dela em casa tava lotada de compromissos urgentes de trabalho, não dando escolha a ela a não ser encarar o furacão esperando por ela.
Durante o dia, a Becca tinha mostrado um tempo maravilhoso pra ela – fontes termais, natação, chá da tarde e ioga no deck. Aquela noite, ela participou de um banquete.
O Van não apresentou ela pra muitos outros convidados, mencionando só que o Watson era amigo dele do clube de iates e o Reno era colega de escola.
Depois de voltar pra casa, ela descobriu que o Reno era o herdeiro de um grupo de marcas de luxo, enquanto o Watson era o jovem mestre da empresa dona da Vibe.
Mas tinha uma coisa que ela sabia até antes de voltar: Os assuntos mais comentados em casa tavam sempre atualizando, e a hashtag #BeccaWinnie# tava subindo que nem foguete.
Do outro lado do telefone, a voz ansiosa da Anne ecoava. "Se você não voltar logo, a Elva vai acabar dormindo no meu chão!"