Capítulo 25
A **Winnie** vivia numa comunidade de mansões isoladas nos subúrbios. Cada casa era rodeada por jardins, tipo, dando uma privacidade da hora. Vários atores e diretores super conhecidos também moravam por ali, mas nenhum deles tinha visto a **Winnie** ou sabia que ela tava escondida lá. A maioria do povo achava que ela vivia naquele apêzão no centro da cidade.
Na tarde seguinte, exatas 16h30, como combinado, o carro do **Sr. Marlowe** chegou. O Maybach passou suave por uma esquina verde escura cheia de árvores, fazendo um zum-zum baixo e gostoso na rua de tijolos, antes de parar macio na porta da frente.
O sol tava rachando naquele dia. O **Eric** saiu do carro, abriu um guarda-chuva preto de cabo reto e fez uma reverência de leve enquanto abria a porta de trás pra ajudar o cara a entrar.
O **Sr. Marlowe** saiu e olhou pra casa — uma mansão branca de três andares com janelas de flor meia-arredondadas e um telhado laranja, um estilo clássico do sul da Ásia. Não era gigante, mas com certeza era aconchegante.
Depois de esperar nem meio minuto, a **Winnie** apareceu, descendo as escadas com a assistente dela atrás. Ela tava com um vestido maxi branco pérola, tipo ombro a ombro, e um blazer preto por cima. O cabelo comprido dela tava preso num coque arrumado com um grampo de cabelo de jade, dando um visu chique e refinado. A única coisa que não tava combinando era a máscara preta enorme cobrindo quase todo o rosto dela, que meio que destoava do resto da sua aparência graciosa.
A expressão do **Sr. Marlowe** deu uma piscada de diversão, talvez achando engraçado que ela ainda tava se escondendo tão na cara dura na porta da própria casa.
A **Winnie** abaixou a máscara rapidinho, só pela metade, e mandou um "Boa tarde, **Sr. Marlowe**", num piscar de olhos.
Embora o carro tivesse espaço de sobra pra quatro passageiros, dava pra dizer que esse Maybach nunca tinha ficado tão cheio antes. A **Yulia** subiu no banco da frente, tentando se controlar, mas os olhos arregalados dela entregaram tudo—
Que interior luxuoso era esse? Até os botões pareciam mais caros que todo o guarda-roupa dela. Será que ela ia ter grana pra comprar o mesmo xale que alguém que anda num carro desses?
Depois que todo mundo se acomodou, o **Sr. Marlowe**, sempre um cavalheiro, perguntou: "Já que é meio ruim pra figuras públicas frequentarem lugares abertos, eu combinei de a gente se encontrar num clube privado hoje. **Srta. Loxley**, tudo bem pra você?"
A **Winnie** balançou a cabeça, colocando a máscara no bolso do blazer. Ela sorriu e respondeu: "Tanto faz o que você combinar, tá tudo certo pra mim."
O carro saiu da rua e entrou na estrada costeira antes de parar numa propriedade privada. Chamar de propriedade era forçar a barra — a **Winnie** nunca tinha visto uma propriedade com um campo de golfe antes.
Depois de entrar pelo portão principal, eles foram pra um carrinho de golfe, que rodou por uns bons quinze minutos antes de chegar numa estufa branca. O porteiro e o **Eric**, claramente preparados, já estavam esperando na entrada.
"**Sr. Marlowe**, **Srta. Loxley**, sejam bem-vindos", eles falaram educadamente.
Da entrada do restaurante, a vista se espalhava por campos verdes ondulados, lisos e ricos como a espinha de uma fera agachada. A grama tava tão bem cuidada e verdinha que parecia um tapete divino esticado pelo Próprio Deus.
"Esse é o clube privado do **Edison**", explicou o **Sr. Marlowe**, pensativo. "Seu chefe já veio aqui antes, então não precisa se preocupar com nada."
Ele não tinha convidado a **Winnie** pra casa dele porque, na criação dele, convidar uma mulher pra sua casa no primeiro encontro — não importa o quão certinho ou inocente fossem as intenções — simplesmente não combinava com as boas maneiras que ele tinha aprendido.
"**Srta. Loxley**, não se preocupe", ele disse, fechando os olhos por um instante enquanto olhava pra ela. O jeito calmo dele, no entanto, dava a impressão de que ele sacava tudo.
"Essa é minha primeira vez aqui também."
Entrando no restaurante, o **Sr. Marlowe** tirou o blazer, que foi pego na hora por um garçom atencioso e pendurado com cuidado no guarda-roupa.
A roupa dele hoje não tava tão formal quanto pra uma gala à noite, mas continuava discreta e escolhida com cuidado. A camisa branca tava bem dentro da calça sob medida, combinando com uma gravata clara com um desenho de madressilva. As mangas francesas da camisa tinham abotoaduras de pedras preciosas que combinavam com a cor da gravata, e um relógio de pulseira de couro marrom no pulso dava um toque refinado.
Uma camisa bem cortada geralmente valoriza o físico de um cara mais do que um terno, principalmente quando a camisa é feita sob medida todo ano na Savile Row, costurada à mão com perfeição. Ela acentuava os ombros largos e retos dele e mostrava os contornos sutis dos músculos por baixo do tecido.
"Você malha todo dia?", a **Winnie** perguntou, deixando os pensamentos escaparem antes de perceber. No momento em que as palavras saíram da boca dela, ela notou como elas entregaram o foco dela.
O **Sr. Marlowe**, sempre esperto, curvou os lábios num sorriso. "Obrigado pelo elogio."
A **Winnie** sentiu uma onda de calor subir pelas bochechas. Ela deu uma tossida leve e estranha, tentando disfarçar o constrangimento.