Capítulo 112
Quando eles entraram no quarto principal, a Winnie não conseguia tirar da cabeça a sensação de que era demais. O quarto era espaçoso como a suíte presidencial de um hotel top, simples, mas elegante, com apenas uma cama e algumas colunas com design único. As janelas do chão ao teto se estendiam por todo o quarto, e o sofá creme, contrastando com o espaço enorme, fazia parecer quase vazio demais.
O Van ainda a segurava, sentado no sofá sem nenhuma impaciência. A Winnie, preocupada que as pernas dele pudessem começar a doer de tanto ficar sentado, tentou se afastar, mas ele gentilmente a puxou de volta para seus braços.
"Eu te falei pra ir embora?" A voz do Van era calma, mas com um toque de carinho brilhando nos olhos dele.
"Tem alguém lá fora... vão nos ver", a Winnie murmurou, sentindo-se um pouco desconfortável.
"Não tem ninguém", o Van disse.
A Winnie, sentindo-se impotente, queria virar as costas para a janela, mas o Van não deixou. Ele segurou as pernas dela no lugar, ajustando o corpo dela para que ela ficasse de frente para a janela enquanto ele ficava bem perto dela.
"Sr. Marlowe..." A voz da Winnie continha um traço de tristeza, o nariz dela formigando um pouco, "Eu não vou me mexer."
"Sério?" O Van sorriu fracamente, parecendo com um toque de autodepreciação, abaixando a cabeça. "Suponho que sim, então não vamos fingir."
Ele abriu com habilidade a frente do camisolão dela, as alças já um pouco compridas, e o movimento quase revelou sua pele clara. A Winnie reagiu rapidamente, lutando suavemente, "Não, não, não, não, você é um cavalheiro..."
O Van sorriu e soltou o queixo dela, inclinando-se para beijar seus lábios. Foi um beijo gentil, mas com uma sutil sensação de controle, quase como uma declaração silenciosa. Então ele ajustou a posição dela, puxando-a de volta para seus braços, fazendo-a sentar de lado no colo dele.
"Me diz, por que você precisa pedir dinheiro emprestado?" O Van perguntou com uma voz profunda, seu tom casual, mas o peso de sua presença constante fez a pergunta carregar uma pressão subjacente.
A Winnie abaixou a cabeça e suspirou suavemente, "O plano da minha agência pra mim é diferente do que eu quero. Eu nunca tinha pensado nisso antes, porque a multa é de 130 milhões, mais uma compensação anual de 3 milhões. Essa quantia é quase astronômica para qualquer celebridade, especialmente com a queda da indústria cinematográfica nos últimos anos. É difícil economizar tanto dinheiro sozinha."
Ela fez uma pausa por um momento antes de continuar, "150 milhões para me comprar, essa é uma condição quase esmagadora. Meu status atual está realmente tornando as coisas mais difíceis para mim. Mesmo que uma empresa quisesse me contratar, ela teria que considerar que meu valor comercial já atingiu o pico, e não há como me levar a novos patamares. Mas a multa de mais de 100 milhões, essa é uma despesa concreta - como as taxas de transferência para jogadores de futebol de alto nível. O custo e os ganhos potenciais simplesmente não combinam, e é por isso que tantas empresas evitam. Havia uma empresa que uma vez estendeu um ramo de oliveira, mas eles queriam que eu estrelasse em dois doramas de ídolos, e eu não estava disposta a fazer isso."
O Van assentiu, seu olhar ainda fixo nela. "A segunda pergunta - depois que o contrato for rescindido, você encontrou uma nova agência?"
"Eu quero fazer isso sozinha", a Winnie sorriu ligeiramente. "Eu preciso de um parceiro, mas ainda não encontrei o certo."
O Van mergulhou em pensamentos por um momento. Ele se lembrou que, poucos dias atrás, a Wendy também havia pedido para ele emprestar dinheiro. Ela tinha dezenas de milhões para um fundo inicial e originalmente planejava investir. Mas ela parecia precisar de mais, e suas palavras eram hesitantes. Ele não conseguia entender o que ela precisava de uma quantia inicial tão alta.
O Van sorriu, um pensamento engraçado passando por sua mente. "100 milhões não serão suficientes", ele disse. "Eu vou começar com 300 milhões. Tente - se você conseguir lucrar, mesmo que seja um centavo, eu continuarei investindo em você."
A resposta da Wendy na época foi: "Isso é demais!!!"
Mas agora, o Van parecia entender. O que ela queria não era apenas o dinheiro, mas algo ainda mais valioso - o plano dela poderia estar muito além do que ele imaginava.
A Winnie ficou na vila durante a noite, e na manhã seguinte, ela se despediu apressadamente do pônei e desceu a montanha furiosa.
Seus passos eram rápidos, e a aura de raiva ao seu redor parecia fazer o ar congelar. Atrás dela, um Benz preto seguia silenciosamente, o motorista pressionando cautelosamente o acelerador enquanto o carro deslizava em seu rastro.
"Não me siga!" A Winnie se virou, os olhos cheios de fúria fria.
"O jovem mestre disse que você sempre prefere andar, e como é difícil pegar um táxi aqui, se não se importar, eu tenho que seguir você", o motorista disse com uma leve reverência. "Você está cansada?"
"Eu não estou cansada!" A Winnie respondeu, seu tom gélido.