Capítulo 33 Mary reconquista a confiança de Anna
Ao sair, o Xerife Faulkner dá uma palmadinha no chapéu para o Prefeito Cromwell. "Cuide-se, Al. A gente se vê por aí." Ele se vira e faz um gesto com o chapéu para Ruth. "Bom dia para você também, Sra. Ruth; minhas desculpas por qualquer inconveniente que tenhamos causado hoje."
Enquanto o Delegado Hopkins passa, o Prefeito Cromwell sussurra, "Você nunca aprendeu a lição; aprendeu, Hopkins?"
O Delegado Hopkins para e se vira para o Prefeito Cromwell, olhando-o nos olhos. "De novo errado, Al. Eu aprendi minha lição... há muito tempo. Agora, talvez seja por causa da minha péssima criação; mas, se você me chamar de idiota de novo, eu vou enfiar meu pé tão longe no seu cu que Chas vai orgasmar."
"É melhor você ter cuidado, Delegado; os poderes constituídos certamente não vão aguentar sua atitude."
"Sabe de uma coisa, Al; eu aposto que seus 'poderes constituídos' não são nada comparados aos poderes que estão naquela casa. Então, por que você e seus amiguinhos não vão lá para uma visita? Vão ver quem é mais poderoso. Eu, por mim, adoraria ver isso."
O Delegado Hopkins, em seu estilo habitual, coloca seus óculos escuros, se vira e vai embora.
A Anna está na cama escovando o cabelo da Jean-Louise Wadell, quando a Mary entra no quarto dela. Depois do encontro com a Chelsea, a Anna não sabe o que pensar da Mary. Pela primeira vez, a Anna se sente desconfortável perto dela.
"Olá, Anna." A Mary senta do lado dela.
A Anna... quase sussurrando... responde solenemente, "Oi, Mary."
A Mary sente que algo está incomodando a Anna. "O que foi, Anna?"
"Nada."
"Ah, qual é, Anna, você podia me contar. Nós somos amigas... não somos?"
A Anna fica em silêncio por um breve momento antes de responder, "Sim... acho que sim."
"Acha?" A Mary fica com um tom intolerante na voz, "Como assim, você acha? Nós somos amigas ou não; qual é, Anna?"
"Sim... nós somos amigas." A Anna responde nervosamente.
"Bom." A Mary volta ao seu tom de fala habitual, "Então, me conte o que está errado?"
A Anna olha para baixo, mordendo o lábio inferior. "Eu vi a Chelsea outro dia."
"Sério?" A Mary chega mais perto da Anna. "O que ela queria; ela te contou alguma coisa?" A Anna começa a morder o lábio de novo. A Mary se inclina para a Anna e sussurra em seu ouvido, "O que ela disse, Anna?"
A Anna sussurra de volta, "Ela disse para não acreditar no que você me conta."
A Mary se afasta alguns centímetros da Anna, olha para o teto e zomba, "Não acreditar em mim? A Chelsea é que você não deve acreditar; ela é a mentirosa! Porra; que vadiazinha!"
A Anna olha para a Mary com uma expressão de choque no rosto. Ela nunca tinha ouvido ela falar assim antes.
"O quê; por que você está me olhando assim, Anna? Espera... é porque eu chamei ela de 'vadia', não é? Bem, ela é. Anna, o que mais ela disse?"
A Anna hesita no começo; mas então, ela diz para a Mary, "Ela disse que eu não deveria ir na floresta com você."
A Mary ri, "Ir na floresta? Anna, quando foi que eu te pedi para ir na floresta? Nós estamos ou aqui em casa ou no celeiro. Por que iríamos na floresta? Isso é ridículo."
"É, é mesmo." A Anna sorri enquanto começa a se sentir mais relaxada. Sua confiança na Mary está voltando rapidamente.
A Mary sorri de volta. Então, ela vai para a janela, olha para fora e diz para a Anna, "Falando em floresta; sabe, Anna, a Chelsea é que fica lá, não eu. Eu não vou na floresta; nem com ela... nem com ele... lá fora."
A Anna vai para perto da Mary e olha para a floresta. "Você quer dizer que o homem mau está lá fora?" A Mary acena com a cabeça. "Mas, eu pensei que você disse que ele só volta quando fica bravo?"
"Na casa, Anna. Ele está na floresta o tempo todo... observando."
"Observando o quê?"
"Nós."
"Por que ele está nos observando?"
"Ele está esperando o momento certo."
"Momento certo para o quê?"
"Para nos machucar, Anna."
A Anna se afasta da janela com uma expressão de medo no rosto. Ela pergunta para a Mary, "Se a Chelsea está na floresta com ele; ele não machucaria ela também?"
"Ele machucou; você não viu como ela está?" A Anna acena com a cabeça. A Mary continua, "Por outro lado, ela é má. É só ver o que ela fez com o próprio irmão."
"O que ela fez com ele?"
"Ela o matou." Depois de uma breve pausa, a Mary a adverte, "Anna, é da Chelsea que você tem que se cuidar; não de mim. Ela está mentindo para sua mãe sobre mim o tempo todo; e agora ela está começando a mentir para você. Quem sabe o que ela vai fazer em seguida. Ela pode até tentar machucar sua mãe e seu pai... ou você."
"Foi ela que fez a sala de estar congelar?"
A Mary se vira e olha para fora da janela. De costas para a Anna... e com um sorriso sádico e sinistro no rosto... ela responde, "Sim, Anna; foi a Chelsea."