Capítulo 72 Mary Assassinada…Novamente
“Isso é uma loucura! Que porra tá rolando?” Beth tá furiosa. “Aquela *bitch* ficou lá, com umas lágrimas no olho, segurando minha filha! E, tão me dizendo que foi tudo uma mentira… que ela não era a verdadeira Mary Howell? Que porra, Cindy? Por quê?”
Beth cai no sofá, botando as mãos no rosto, chorando. Cindy senta do lado da Beth, super chateada, e faz carinho nas costas dela. “Não sei o que tá acontecendo, Beth. Toda vez que a gente acha que descobriu a verdade sobre essa assombração, vira mentira. Sinceramente, não sei mais no que acreditar.”
O Delegado Hopkins intervém, “Odeio dizer, mas não me surpreende muito que ela estivesse mentindo. Afinal, foi o Roy que nos levou até ela. Provavelmente, tudo foi armação do velho do Jack.”
O Xerife pergunta pro delegado, “Mas por que ele ia fazer ela dizer pra Beth e pro Professor que o pai dele tava lá naquela noite, e que foi ideia do bom do Phil pra ela ser transferida com uma nova identidade?”
“Sei lá, Lloyd… talvez fosse pra gente acreditar que ela tinha que estar falando a verdade, já que o que ela disse podia incriminar o bom nome dos Steinman.”
“E acho que não ia ter como provar que o que ela disse era verdade ou mentira, até que o esqueleto da verdadeira Mary Howell aparecesse.”
“Mandou bem, Mike. Vamos fazer de você um verdadeiro texano ainda.”
“Ah, posso sonhar?”
Professor Rhyies entra na sala, depois de tentar falar com a mulher que dizia ser a Mary Howell transferida no telefone. Ele fica quieto quando volta pros outros, tira os óculos e limpa eles com vontade.
Cindy olha pra ele e começa a se preocupar. “O que foi, Professor?”
O professor não responde; ele só continua limpando as lentes. Cindy repete; um pouco mais alto, “O que foi, Professor?”
Nada. Ele continua limpando.
Cindy grita, “Professor!”
Finalmente respondendo, “O que foi, Ms. Lidestrom?”
“Você falou com ela?”
“Não… não falei.” Ele volta a limpar os óculos.
“O que foi, Professor? Não conseguiu falar com ela?”
“Não, Ms. Lidestrom, não consegui.” Ele continua limpando.
“Mas vai tentar mais tarde, né?”
“Não; não vou.” Ele continua limpando.
A Cindy fica chocada. “Por que não, Professor?”
Num surto repentino… que não combina com o professor normalmente calmo… ele joga os óculos no chão; quebrando eles em vários pedaços. Ele solta, “Porque ela morreu, Ms. Lidestrom!… Morta!”
Um silêncio total toma conta da sala. O professor fica de pé, passa a mão no cabelo grisalho, estilo Albert Einstein, e vai até a lareira. Ele apoia o braço na chaminé e vira pra olhar pros outros; que ainda estão pasmos com a notícia da morte da mulher.
“Peço desculpas pelo meu pequeno surto, Ms. Lidestrom. Só fiquei tão chocado ao descobrir que ela tinha…”
“Tinha o quê, Professor?” Xerife Faulkner pergunta.
“Sido assassinada; Xerife.”
“Assassinada? Como? Como descobriu isso, Professor?”
“Quando liguei pra ela, um detetive de homicídios de New Hampshire, Williams, atendeu o telefone. Quando ele perguntou por que eu estava ligando pra Sra. Johnson, eu contei sobre nossa visita recente lá com ela; e expliquei pra ele por que fomos lá no começo. Depois disso, ele me informou… em absoluta confidencialidade, é claro… sobre o que aconteceu.”
“Você vai nos contar, pelo menos; né, Professor?” O delegado pergunta.
“Claro.” O professor, por hábito, estica a mão pra tirar os óculos; que não estão mais no rosto dele. Ele solta uma risada suave. “Como sou distraído. Quebrei meus óculos, não foi? Ah, tanto faz.” Ele fica quieto.
“Professor”, Cindy pergunta, “o que aconteceu?”
“Aparentemente, o marido dela estava numa viagem de negócios nos últimos dias; e, quando chegou em casa hoje de manhã, encontrou ela no quarto. O corpo dela foi desmembrado com um machado.”
“Meu Deus!” Cindy exclama antes de botar a mão na boca e suspirar.
“Tem mais.” O professor informa.
“Mais?” O xerife pergunta, “Poxa, Professor; o que mais tem?”
“Quem fez isso escreveu uma mensagem na parede com o sangue dela.”
“Outra mensagem de sangue? Ótimo. O que dizia, Professor?”
“Dizia… ‘Agora você pode ser Mary Howell’.”