Capítulo 61 Refém Político
Assim que Cindy consegue se mexer de novo, ela volta pra casa. Quando chega na varanda, Jean-Louise Wadell sumiu. "Que beleza!"
Cindy começa a se preocupar com a reação da Beth quando descobrir que a boneca da filha dela também sumiu. Ela pede pro xerife e pro professor ajudarem a procurar pela Jean-Louise Wadell sumida.
Quando eles ouvem o Delegado Hopkins encostando, eles vão encontrar com ele. Quando chegam na frente, o delegado tá tirando o 'negócio' que ele pegou de volta do carro de patrulha; e, 'ele' não tá muito feliz.
"Porra, Hopkins; onde caralhos a gente tá? Isso é sequestro, tá ligado, né? Seu rabo vai ser meu quando isso acabar, Hopkins!" O Prefeito Cromwell, algemado e com os olhos vendados, tá furioso. "Hopkins; quando o Faulkner souber disso, ele vai..."
O xerife termina, "Rir pra caralho! Ah, que merda, Mike, seu filho de uma arma carregada; você fez isso! Tenho que te dar essa; você tem umas bolas de bandido mexicano."
O prefeito se vira, tentando encarar a direção da voz do xerife. "Lloyd; é você? É melhor você fazer alguma coisa sobre isso, Lloyd; ou, se me der licença, você vai dividir uma cela de prisão com essa criatura rasteira! Isso já foi longe demais! Eu tô abrindo um processo, Lloyd! Tá me ouvindo?"
"Acho que tô te ouvindo, Al; você tá gritando alto o suficiente."
"Bem; o que você vai fazer sobre isso, Lloyd?!"
"Nada."
"Nada? Que porra é essa de nada? Porra, Lloyd; como Prefeito de Beaver Ridge, eu tô te ordenando a fazer alguma coisa!"
"Beleza então, Al, já que você botou desse jeito; eu vou fazer alguma coisa."
"Porra é essa que você vai!"
"Sim. Eu vou só sentar ali e assistir o delegado te dar uma nova. Que tal fazer alguma coisa, Al?"
"Vocês dois estão mortos! Tá me ouvindo, mortos eu digo!"
"Agora se acalma, Al." O delegado dá um tapinha nas costas dele. "Nós só queremos conversar com você; só isso. Desculpa ter estragado a sua escapada romântica semanal. Ah, por falar nisso; a Sra. Cromwell sabe onde você vai às quartas? Tô achando que não. Inferno, entre você e Chas, aquela sua mulher acaba tomando mais valium do que você engole antiácido."
"Você tá morto, Hopkins!"
"Falando em estar morto;" o delegado arranca a venda dos olhos do prefeito e o vira, "dá uma olhada e vê onde a gente tá agora, gordinho!"
Tão logo o prefeito vê aquela casa, uma expressão de horror toma conta do rosto dele; enquanto a cor sai. Ele começa a tremer. Ele sua. Ele se molha.
"Nossa…olha isso, Lloyd; o Al mijou nas calças! O que você acha que isso significa?"
"Acho que ou algo aqui assusta ele, ou ele tem bebido muita limonada. Qual é, Al?"
O prefeito começa a chorar. "Por favor; só me tira daqui. Eu vou esquecer que isso aconteceu. Só me tira daqui! Por favor!"
O delegado pega o prefeito pela gola da camisa e o puxa em direção a ele. "Desculpa, Al, mas, receio que não possamos fazer isso. Você vê; você sabe algo sobre o que está acontecendo neste lugar…talvez não tudo…mas, algo. Precisamos saber o que é, Al."
"Eu não sei de nada! Por favor, Lloyd; me tira daqui." O prefeito tá choramingando enquanto suplica ao xerife.
"Só quando você nos contar o que queremos saber…Prefeito."
O delegado zoa com o xerife, "Ei, Lloyd; você sabe o que é pior do que ver um homem adulto chorar?"
"Não, Mike; o que é?"
"Ver um homem gordo chorar.…Se recomponha, gordinho!"
O prefeito continua a choramingar; fungando enquanto fala, "Sinto muito por ter caído em cima de vocês como fiz. Nunca mais vai acontecer; eu juro! Por favor; posso ir agora?"
Xerife Faulkner vai até o prefeito assustado, coloca o braço sobre o ombro dele e o puxa para trás, enquanto explica, "Nós temos um probleminha aqui, Al." Ele aponta para mostrar ao prefeito o celeiro desmoronado. "Você tá vendo o que costumava ser um celeiro ali, Al?"
O prefeito balança a cabeça nervoso.
"Bem, Al; essa é a segunda vez que o mesmo celeiro desabou. Desta vez, a Sra. Cindy ali…e, a Sra. Annabeth…estavam lá dentro quando aconteceu."
O prefeito olha para Cindy e gagueja, "S-S-Sinto m-muito ou-ou-ouvir i-isso? V-V-Você tá bem?"
O xerife responde, "A Sra. Cindy tá bem, Al. Uns arranhões, hematomas e escoriações…mas, sendo sobrinha do Mike; ela é durona. O problema é com a Sra. Annabeth; a filhinha dos Lazinski."
"O-O-O que a-a-a-aconte-te-ceu com ela?"
"Bem, Al; isso nós ainda não sabemos….Não conseguimos achá-la?"
"N-n-não c-c-con-seguimos a-a-achá-la?"
O delegado zomba do prefeito aparentemente com problemas de fala, "N-N-Não! N-n-nós n-n-não c-c-con-seguimos a-a-achá-la."
O xerife aperta o aperto no prefeito; colocando-o em uma chave de braço, enquanto sussurra em seu ouvido, "Al, a menos que você nos ajude a encontrar essa garotinha; ninguém vai encontrar sua bunda! Os Steinman; o que eles estão escondendo, Al? O que é com este lugar? Bem?"
"Nada! E-E-Eu não sei!" O prefeito grita.
"Bem," o delegado observa, "parece que o gordinho recuperou o poder da fala coerente. Agora; isso é bom ou ruim?"
"Dê-nos algo, Al; qualquer coisa. Sabemos que eles estão escondendo algo. Se não este lugar; e os filhos deles…Chelsea, Charles e Tommy? E eles? Qual é o segredo por trás deles? Vamos, Al." O xerife saca o revólver e o coloca na têmpora do prefeito. "Você tem que contar até cinco, Al…e, eu já estou no três!"
"Tudo bem, tudo bem; eu vou te contar uma coisa! Mas, só uma; então, você se vira! Cristo…eles vão me matar se descobrirem que eu te contei isso…"
"E eu vou te matar se você não contar. Conte-nos, Al." O xerife puxa o cão do revólver.
"Ok…ok…eu conto, Lloyd; só me dá um segundo!" Ele respira fundo. "Ok; aqui está…Que Deus me ajude…Chelsea nunca matou o Tommy."
Cindy pergunta, "Então; por que ela se matou?"
"Ela não se matou."
"Então, ela viveu para ser mulher."
O prefeito balança a cabeça. "Não; ela morreu quando tinha sete anos."
O delegado pergunta, "Como?"
O prefeito se cala.
O delegado corre e grita em seu ouvido, "Como, gordinho…como ela morreu?"
"Tommy! Tommy matou ela! Ele esmagou a cabeça dela com um martelo! Agora, me solta! Me tira deste lugar amaldiçoado!"